18 de outubro de 2016

Exército planeja ter aviões até 2019

EXÉRCITO BRASILEIRO QUER VOAR COM AS PRÓPRIAS ASAS
Corporação busca aeronave de asa fixa para não depender da FAB em operações aéreas
THIAGO VINHOLES
O Exército Brasileiro (EB) também voa, mas atualmente faz isso por conta própria somente com helicópteros, com modelos como o Pantera e o Caracal. Se alguma operação exigir uma aeronave de asa fixa, a corporação precisa coordenar a ação com a Força Aérea Brasileira (FAB), até pouco tempo a única “dona” dos aviões militares a disposição no Brasil.
Em contato com a reportagem, o Centro de Comunicação do Exército (CCOMSEx) revelou que a corporação sente a necessidade de aeronaves “com características que contribuam para operar no ambiente amazônico, suprindo as unidades militares mais afastadas e isoladas”, citando o exemplo dos Pelotões Especiais de Fronteira (PEF).
“Há, portanto, necessidade de serem (aeronaves) rústicas e com versatilidade para pousos em diferentes tipos de pistas, tanto em comprimento quanto em tipo de solo. Outra vertente necessária é o apoio para os lançamentos de militares paraquedistas”, revelou o CCOMSEx.
Aviões da mira do Exército
A aquisição de aviões faz parte do Plano Estratégico do Exército 2016-2019, elaborado em 2014, e prevê a criação de pelo menos uma unidade aérea até 2019. E os oficiais do EB já estão de olho em alguns modelos no mercado.
O Exército confirmou ao Airway que já estudou as seguintes opções: Vulcan Air Observer, fabricado na Itália, Cessna Caravan, dos EUA, e o Viking Air Twin Otter, produzido no Canadá.
Como apurou o Airway, dessas três opções analisadas pelo EB, às que mais agradam são o Cessna Caravan, aeronave que também voa com a FAB, e o Twin Otter, que conta com um longa lista de clientes militares no mundo todo, em especial na América do Sul.
“Potência militares, como Estados Unidos e França, possuem aviação de asa fixa em suas forças terrestres. Todos os principais exércitos sul-americanos também contam com este tipo de aeronave, normalmente reservadas às missões de ligação e observação, transporte e lançamento de tropas paraquedistas. O Exército Bolivariano (da Venezuela), por exemplo, utiliza aviões desde a década de 1980. Já o Exército Brasileiro não opera com aeronaves de asa fixa, porque esse papel tem sido exercido pela FAB”, acrescentou o EB.

Exército sem asas
Com a criação da FAB, em 1941, os inventários de aeronaves do Exército e da Marinha do Brasil (MB) foram repassados a força aérea, que teria a exclusividade desse meio até 1965. Nesse ano a Marinha conseguiu a liberação para utilizar helicópteros no porta-aviões NAe Minas Gerais, enquanto os aviões embarcados continuaram sob comando da FAB – a força aérea pousava no porta-aviões da MB com o patrulheiro Grumman P-16 Tracker.
Em 1998, a Marinha recuperou o direito de voar com aviões, mesmo ano em que recebeu os caças A-4 Skyhawk (AF-1), para operarem embarcados no NAe São Paulo.
Já o EB demorou mais ainda para voltar a voar. Em 1986, foi criado o 1º Batalhão de Aviação do Exército e os primeiros helicópteros (Esquilo e Pantera) entraram em operação três anos depois. A “força aérea” do Exército conta atualmente com cerca de 80 aeronaves de asas rotativas.
Os principais modelos da frota atual do EB são o Sikorsky UH-60 Black Hawk e o H225 Caracal, helicóptero da Airbus produzido pela Helibras. O Exército também opera o drone de vigilância FT-100 Horus, desenvolvido no Brasil pela FT-Sistemas.
“O EB está aberto para receber propostas para conhecer o que existe no mercado (de aeronaves de asa fixa) e buscar o melhor custo-benefício para atender as nossas necessidades”, concluiu o CCOMSEx.
Nota do editor: O Exército foi a primeira força militar brasileira que voou, de balão!
AIRWAY/montedo.com

17 comentários:

Anônimo disse...

Grande paradoxo do EB.

não tem pão e quer avião.

MENOS MENOS MENOS

Anônimo disse...

Engraçado esta noticia, porque então nos quarteis, as viaturas estão paradas por falta de manutenção e combustível?

Anônimo disse...

Enquanto a Força Aérea está procurando se adequar à realidade brasileira e está refazendo todo o seu planejamento de longo prazo e enxugando e otimizando toda a sua infraestrutura, o EB está querendo se tornar "totalmente independente" e ter os seus próprios aviões. Não seria má ideia se o atual momento de lamúria e "saldo negativo" da conta bancária da República Federativa do Brasil assim o permitisse. Aviões são "viaturas" de alto custo de manutenção assim como os helicópteros e exigem uma infraestrutura bem elaborada e cara para a utilização, manutenção e conservação das mesmas. Já que "há muito dinheiro" à disposição do EB para tamanha empreitada, que comprem então os seus dez C-390 (US$500,000,000,00),seus 50 Gran-Caravans, alguns Casas e treine 3 tripulações para cada aeronave adquirida, treine equipes de manutenção, construam hangares para mantê-los e lógico, pistas de pouso e decolagem nestes locais usufruirem de seus brinquedos. Acredito que receberão apoio "total" da população brasileira para esta ampliação de gastos pagos com dinheiro público.

Léo disse...

A nossa amada e sucateada Força Aérea espera 36 caças,desde o governo do FHC.Passaram-se vinte,vinte,longos vintes anos e ,agora,o governo promete que chegará um ou dois caças,daqueles 36, até 2020. Não sei se dou uma gargalhada ou se choro.Vergonha e indignação!!!

Anônimo disse...

Boa tarde.
Respeito que pensa diferente, mas Exército que ainda não tem fuzil/cantil/caneco para "todos" seus militares não pode estar "pensando" em ter avião.

Léo disse...

Para cobrir o espaço aéreo do Rio de Janeiro,durante as Olimpíadas 2016, a imprensa brasileira noticiou que a nossa amada e sucateada Força Aérea pediu emprestado, na Suécia, um daqueles caças que,um dia- parece o início de estorinha infantil, não é ?- teremos 36.É pra rir ou para se indignar? E se vierem os caças, os seus pilotos- Oficias Superiores da Força Aérea brasileira- continuarão recendendo Vencimentos muito menores do que um acessorista- piloto de elevadores- do Congresso Nacional ? Vencimentos 'VEXATÓRIOS,HUMILHANTES E VERGONHOSOS!!!

Anônimo disse...

A FAB está um caco!
Poderia ser dividida entre o EB e a MB.....

Marcelo Carvalho disse...

Não é Caracal. É Jaguar.

Anônimo disse...

boa tarde, apenas uma curiosidade, além de aviaçao de transporte e ligação não seria interessante aviação de caça e ataque? gostaria da opinião dos nobres companheiros militares sobre o tópico, obrigado.

Anônimo disse...

Muito bom pras novas geracoes...
Outro Aviao que está no pareo e nao foi mencionado acima.

http://tecnodefesa.com.br/us-army-oferece-c-23b-sherpa-ao-exercito-brasileiro/

Anônimo disse...

Já não se tem combustível para as viaturas, nem se cuida dos blindados como deveria e agora inventa de ter aviões?

Sinceramente, o que é que esses generais tem na cabeça?

Anônimo disse...

Precisamos mesmo de avioes tamanha a quantidade de voadores que temos...

Anônimo disse...

Embora muitos comentários aqui sejam desabafos de militares que não se planejaram em sua vida, seja pessoal, financeira (conheço militar que simplesmente paga três pensões judiciais), frustrados com a vida, com tudo o que acontece a volta. Não vou tecer comentários sobre escalas, TFM, missões, onde esses são os que mais correm e se escondem, quando não inventam doenças. Mas tenho que concordar com as palavras desse comentário abaixo:

Já não se tem combustível para as viaturas, nem se cuida dos blindados como deveria e agora inventa de ter aviões?

Sinceramente, o que é que esses generais tem na cabeça?

18 de outubro de 2016 19:40

Eu não sei responder, pois meu PO não alcança os Chefes...mas que estão perdidos e com ideias erradas estão.

Verdade!!! Falta muita coisa, inclusive melhores salários (não esqueça, sem planejamento quem ganha 4.000,00 e gasta 6.000,00, se passar a ganhar 12.000,00 vai gastar 16.000,00 e continuar reclamando...planejamento. Mas aviões??? Vou ali rir e já volto.

Rindo dos analfabetos políticos disse...

Não entenderam nada da notícia. O tio sam nos quer "patrulhando" as fronteiras, tomando conta de traficantes. Viramos força auxiliar, acordem! Tem vizinho nosso que, com meia duzia de MIGs, toca o F...,. Nossos Cmts, sem bomba caindo, já se enrolam, imagina com uma chuva dessas. Teco-teco é sacanagem. Não temos gestores/administradores, temos é muito ego.

Anônimo disse...

Só pode ser brincadeira, o quartel onde estou encostado não tem nem comida, nem combustível para as viaturas e a massa falida fala em avião, Exército de farrapos e seus chefes, o ultimo a sair, feche a porta.

Anônimo disse...

Dinheiro ,cadê,sem um orçamento,e ivestimento na tropa humana não dá.

Anônimo disse...

Senhores, a Aviação gasta uma fortuna para manter os Paneteras e os 725. Basta aposentar uns 5 ou 6 deles que vai ter recurso de sobra pra manter uns 4 ou 5 asas fixas do porte dos Caravan ou Brasília. Na verdade o EB gasta uma grana violenta com transporte terceirizado, então imagino que seja mais barato ter seus próprios aviões. Já a questão salarial é outra história, não menos importante. Com o atual patamar será difícil reter os quadros mais técnicos principalmente na manutenção.

Arquivo do blog

Compartilhar no WhatsApp
Real Time Web Analytics