15 de outubro de 2016

Prédio do Exército vai virar ponto cultural

Com contrato de 5 anos, Sesc irá transformar prédio militar histórico em ponto cultural
Parceria transformará edifício histórico
Daiane Libero
Campo Grande (MS) - O Sesc de Mato Grosso do Sul vem em uma constante de retomada de alguns espaços que possuem uma história patrimonial poderosa, mas que estavam vazios e sem ocupação. Começou com a Morada dos Baís, que atualmente possui uma intensa programação cultural diariamente, desde 2015. Agora, o prédio histórico da 30ª Circunscrição do Serviço Militar, instalado na Avenida Afonso Pena, 2270, também será ocupado pela instituição com objetivos culturais, conforme explica a diretora do Sesc MS, Regina Ferro. "São oportunidades que vão surgindo para o Sesc, e queremos que isso seja benéfico para todos", resume.
A parceria foi fechada com o CMO (Comando Militar do Oeste) e 9º Região Militar, e o contrato de administração será de 5 anos, e a ocupação será semelhante à da Morada dos Baís, mas com a inclusão de cursos de arte, cinema, mostras e exposições. Segundo Regina, o pedido foi feito pelos militares ao Sesc, já que o prédio é tombado como Patrimônio Material de Campo Grande, por sua importância histórica, mas havia uma vontade de se criar ali um uso mais amplo. Foi então que a parceria se consolidou.
Segundo Regina Ferro, o único pedido feito pelo CMO para a cedência do edifício foi manter o nome como "Melo e Cáceres", em alusão a Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, um militar nascido em Ladário e que ficou conhecido por, em sua gestão da antiga capitania de Mato Grosso, nos idos de 1772, ter erguido o Forte de Coimbra e o Real Forte Príncipe da Beira, e fundada a cidade de Albuquerque, hoje Corumbá, entre outras conquistas históricas.

Museu da FEB
No prédio ainda está instalado o Museu da FEB (Forças Expedicionárias Brasileiras), uma força militar que durante a Segunda Guerra Mundial colaborou com a participação do Brasil pelos Aliados. Segundo Regina Ferro, a temática será respeitada mas alguns artigos serão retirados e levados para um museu em Aquidauana. "No caso do Museu da Lídia Baís, na Morada dos Baís, nós ampliamos, acrescentamos uma sala nova com peças que adquirimos da família, ampliamos o museu. No caso do Museu da FEB, nós não temos essa afinidade com o tema. Mas a fachada, que é tombada, será preservada", explica.
Com a assinatura do convênio, começa de imediato a obra para restauração, que se inicia pela parte térrea do prédio, cuja conclusão está prevista para o fim deste ano, com início das atividades do Sesc no primeiro semestre de 2017, ainda segundo informações da instituição. A nova unidade do Sesc, quando inaugurada, irá funcionar de terça a sexta-feira, das 13h às 22h e aos sábado das 13h às 22h, com biblioteca, sala de exposições, salas para projeções e shows musicais de pequeno porte, cinema, laboratório para ensaios, encontros e oficinas, entre outras instalações.
midiamax/montedo.com

2 comentários:

Anônimo disse...

Eu sou contra, nesses casos, o militar perder o posto ou graduação com o consequente corte da remuneração. Pois nessa situação, como é que ele vai viver a partir de agora sem renda alguma, um idoso de 77 anos e sem chances de se reinserir no mercado de trabalho. Eu entendo que o caso é de "bis in idem" dupla punição !

S Ten Art

Anônimo disse...

Sou contra a utilização de prédios militares por qualquer organização Civil. O prédio vai perder sua referência histórica e será alterado na sua estrutura. Deveria se tornar um Colégio militar.

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