17 de novembro de 2016

Aluno da Escola de Cadetes do Exército morre após infecção; 6 são hospitalizados

Estudante teve infecção generalizada após suspeita de pneumonia.
Caso dos outros alunos da EsPCEx não tem relação com morte, diz Exército.
Do G1 Campinas e Região
Um aluno de 17 anos da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) morreu na noite desta quarta-feira (16) por infecção generalizada bacteriana. Ele estava internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Madre Theodora, em Campinas (SP). Outros seis estudantes foram hospitalizados na mesma unidade com infecção na garganta.
A informação de que os estudantes poderiam estar infectador por febre maculosa, adquirida após uma atividade em área de mata, foi desmentida pelo Exército. Por nota enviada ao G1 nesta quinta, o Comando da EsPCEx esclareceu que "não há conexão entre o fato do aluno falecido com os outros seis alunos recentemente internados e ratifica que não é caso de febre maculosa e que não estavam retornando de acampamento".
Ao todo, 475 estudantes buscam a formação militar do Exército na unidade.

Suspeita de pneumonia
Segundo o departamento de comunicação da escola, o estudante que morreu é Eduardo Gonçalves Oliveira, que tinha suspeita de pneumonia quando os sintomas começaram.
Ele foi encaminhado no dia 5 de novembro para o hospital com suspeita de pneumonia. No dia 7 retornou à enfermaria do Madre Theodora e foi medicado. No dia 8 ele procurou o atendimento médico na própria EsPCEx.
Dois dias depois, na quinta-feira da semana passada (10), ele foi internado com falta de ar na UTI do hospital. Chegou a ter um quadro de melhora, mas morreu às 23h50 desta quarta.
Fachada do Hospital e Maternidade Madre Theodora, em Campinas, onde bebês foram infectados com o bacilo da tuberculose (Foto: Reprodução EPTV)Fachada do Hospital Madre Theodora, onde estudantes ficaram internados(Foto:Reprodução/EPTV)
Ele foi avaliado por infectologistas do hospital e também do Hospital Militar de Área de São Paulo (Hmasp). Nesta quinta foi confirmado o diagnóstico de infecção generalizada pela bactéria estafilococos. A escola informou que ele foi afastado das atividades físicas, inerentes à profissão de militar, assim que começou a apresentar os sintomas, como falta de ar.
O aluno é da cidade de Rosário do Sul (RS) e o corpo já está sendo encaminhado para o município, segundo informou o Exército. O comando da escola está apoiando os familiares e informou que a família não solicitou nenhum tipo de homenagem.
A EsPCEx suspendeu o expediente desta quinta devido ao falecimento. As atividades voltam ao normal nesta sexta (18).

Infecção em seis alunos
Os outros seis alunos que também foram hospitalizados no Madre Theodora foram diagnosticados com amigdalite, uma infecção na garganta. No entanto, a busca por atendimento no caso deles ocorreu na última terça-feira (15). O Exército ressaltou que eles não pertencem ao pelotão e à classe do estudante que morreu. Mas, os pelotões têm atividades em comum.
Segundo informou o departamento de comunicação da EsPCEx, eles chegaram a ser internados por precaução na UTI, para afastar a possibilidade de complicações, já que o outro estudante estava internado. Mas, nenhum caso se agravou.
De acordo com o Hospital Madre Theodora, nenhum deles teve alta. Todos permanecem internados.
Eles também foram avaliados pelos infectologistas do hospital e do Hmasp, que constataram, segundo a escola, que não se tratava do mesmo problema de saúde do aluno que morreu.
A EsPCEx ressaltou que foram, e estão, sendo tomadas todas as providências para não haver mais infecção na unidade de ensino militar, como deixar os ambientes arejados e evitar o uso de ar condicionado.
G1/montedo.com

11 comentários:

Anônimo disse...

Isso não é normal e tem que ser bem investigado.

Anônimo disse...

Triste noticia. Ele é filho do Ten QAO Adelar que cursou o CFS 87 em Bagé-RS. Deus conforte a família neste momento de dor.

Anônimo disse...

É a primeira vez que fico sabendo que um caso de amigdalite tem que ir para a UTI.

Anônimo disse...

Caro comentarista 17 de novembro de 2016 14:15;
Normal é você não querer servir na guarnição de Campinas_SP, e ficar colocando em cheque o trabalho dos companheiros que estão servido aqui.

Anônimo disse...

Tem imbecil que nem sabe o que esta acontecendo e fica postando besteira.

Anônimo disse...

Ao comentarista de 17 de novembro de 2016 19:07

Ta bom então. Foi normal.

Já que Vc ta ai, porque não comenta o que houve ?

Tem coragem ?

lcolsEduardo Alecrim disse...

Normal não é.
Nunca vi nada parecido nos meus 4 anos de caserna. Nem nos meus 6 anos de PM em SP, tão pouco nos 3 anos que trabalhei na GCM de Barueri.
A família deve ingressar com Ação Judicial na Justiça Federal e certamente será indenizada, embora isso não repare a perca de seu filho.
Se precisarem de ajuda posso fornecer um modelo de petição de um caso em que um SD foi atingido por um disparo na cabeça efetuado por outro militar dentro do 4° BIL em Osasco - SP.
edualecrim@ig.com.br

2º Sgt 2003 disse...

meus amigos o cara nem bem morreu e vcs ja culpam a instituição, falam em advogados e indenizações etc.

não é o momento para isso, nada foi pronunciado e apenas a morte foi divulgada.

é dificil compreender alguns comentarios aqui

Anônimo disse...

Hino à Bandeira Nacional

https://www.youtube.com/watch?v=RzFtkbqqwxU

Anônimo disse...

É normal então?

militar das 19:07, explica ai?

quem tem filho sabe o que eu to falando!

Anônimo disse...

Estamos cansados de tanta morte "acidental" no EB. Para a mídia e para o mundo civil os comandantes escondem sim as informações corretas, e ainda fazem formaturas pedindo para os militares não saírem falando. Essa é a verdade. Não por interesse financeiro, mas sim pela verdade dos fatos, a família deve sim ir a fundo nos acontecimentos.

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