23 de novembro de 2016

Militares ficarão fora de projeto da reforma da Previdência, diz ministro

Raul Jungmann disse que mudança nas regras viria em outro momento.
'Não é justo tratar igualmente quem é desigual', disse o ministro da Defesa.
Bernardo Caram
Do G1, em Brasília
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse nesta terça-feira (22) que os militares brasileiros ficarão de fora do projeto de reforma da Previdência Social, com regras mais duras, que o governo vai apresentar ao Congresso em dezembro.
Segundo o ministro, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) proporá mudanças apenas aos civis. A alteração de regras para as aposentadorias de militares viria em um segundo momento, sem prazo definido, através de um projeto de lei separado, informou Jungmann.
“Nós da Defesa apoiamos a reforma da Previdência. Sendo chamados, daremos a nossa contribuição, mas, no momento, estamos aguardando a finalização do primeiro processo”, disse.
O projeto de reforma da Previdência que o governo vai enviar ao Congresso prevê aposentadoria somente aos 65 anos. Atualmente, o sistema em vigor para os militares permite ir para a reserva após 30 anos de serviço, fazendo com que muitos se aposentem até mesmo antes dos 50 anos.

Constituição
Em audiência pública na Câmara dos Deputados, o ministro disse que a Constituição define que os militares são diferentes, o que poderia inclusive gerar insegurança jurídica, caso eles fossem incluídos na PEC. “Não é justo tratar igualmente quem é desigual”, disse Jungmann.
Durante a reunião na Câmara, o comandante-geral do Exército, general Eduardo Villas Bôas, se posicionou contra a inclusão dos militares na reforma. Para ele, a natureza da função dos militares exige um tratamento diferenciado.
“Se os militares são jogados no regime comum, passamos a ter as outras prerrogativas de limite de horas de trabalho, hora extra, periculosidade? Inviabiliza as três forças”, afirmou o general.
G1/montedo.com

16 comentários:

2º Sgt Mat Bel disse...

O Sr. Ministro não poderia ter usado essas palavras, mas dizer o que já tivemos mudanças e o estudo de novas mudanças está sendo realizado em particular, pois é uma lei distinta.
Comentários ou noticias assim geram má compreensão por parte dos trabalhadores civis.

Anônimo disse...

O funcionalismo público civil não vai aceitar as propostas que esse governo ilegítimo irá apresentar na reforma da previdência.. Acontecerá várias greves e manifestações, exemplo do que está acontecendo no rio de janeiro...
Por isso eu falo para meus colegas, é melhor a gente entrar no mesmo bolo da galera, porque dessa forma teremos gente de outras carreiras brigando ao nosso lado...
Sozinhos, seremos facilmente engolidos por esses comandantes puxa saco de políticos e depois de quatro anos aquele famoso deputado BolsoMICO irá ter a cara de pau de pedir nosso voto...

Anônimo disse...

Não tem bonzinho nessa história, não existe consideração com os militares. Estamos sendo usados para proteção (policial) do governo (não do país).
As forças de segurança dos estados não vão apoiar (vide RJ) medidas que venham prejudicá-las, o resultado será o caos social.
Depois de aprovadas, com a nossa ajuda, chegará a nossa vez, só que, com o povo machucado e mídia apoiando, exigirão "sangue" e justiça.
O governo olhará para nós (militares) e dirá "o que eu posso fazer, todos tem de contribuir, é o desejo da povo".

1 sgt inf disse...

concordo com vc na primeira parte do seu comnetario, mas decordo qdo cita BOLSONARO, até mesmo pq não foi com voto dos militares das forças armadas q ele foi eleito, portanto, não temos moral para cobrar nada dele e nem ele tem obrigaçao de nos defender, mas apesar disso, ele ainda o faz, basta acompanhar seus pronunciamentos. Se queremos exigir do bolsonaro alguma coisa, temos q primeiro demonstrar nosso apoio com o voto, assim teremos moral para nos posicionamos.

2º Sgt Mat Bel disse...

olhem nos comentários como a populacão de civis se revoltaram contra os milicos

http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/11/militares-ficarao-fora-de-projeto-da-reforma-da-previdencia-diz-ministro.html

Anônimo disse...

É para ficar aliviado ou apavorado??!! Governo cheio de más idéias, está só adiando!

Renato Alcebíades - 2º Ten QAO disse...

Não se iludam... após aprovarem a mudança pro servidor civil, os 35 anos vai cair no nosso colo... aguardem... isso é conversa fiada...

Anônimo disse...

Tomara que esse Comando não se venda, igual aos dois que cederam nossos direitos para angariarem um cargo comissionado de conselheiros da Petrobras, e o resultado foi desastroso a tropa e ao Brasil (Pasadena).

Anônimo disse...

Concordo com o Anonimo de 23 de novembro de 2016 10:54,
Os civis e policiais , que tem seus sindicatos e associações não vão aceitar bovinamente perdas de direitos por causa da incompetência e roubalheira dos políticos....As FFAA vão ser usadas para dar suporte de segurança aos políticos sem moral que aí estão e depois que conseguirem aprovar as mudanças vão vir pra cima da gente para nos sangrar mais ainda (já não bastasse a punhalada da MP 2215).
Os militares das FFAA tem que deixar bem claro, avisar , deixar recados na internet, nos sites, redes sociais, blogues, etc , que não vão aceitar mais nenhuma perda...tem que deixar isso bem claro...
Olhem o ensinamento da época da edição da MP 2215, em que os militares ficaram caladinhos, vaquinhas de presépio. Foi só lenha nas costas.
Temos que ficar atentos...
Jã tem rolado na internet e zap zap umas mensagens tipo "boatos" de que foi divuldado na palestra tal do "general fulano" que cheiram a "balao de ensaio" pra testar a repercussão das propostas de mudanças, tais quais aumento do tempo de serviço para 35 anos, diminuição dos efetivos, aumento de desconto para pensão militar, etc....

Anônimo disse...

Quem puder pedir reserva antes , que peça, pois o "cenario" para os militares nao é bom, com certeza vao querer cortar mais algum dos poucos direitos que nos restaram.

Anônimo disse...

Se eles soubessem que tem militar com 40 anos indo p/ reserva remunerada na Amazônia.

Anônimo disse...

Nos pedem, sacrifícios, sacrifícios e mais sacrifícios mas, quando se vê que um deputado, "com 180 dias" é isso mesmo, 180 dias, após assumir a função passa a ter direito a pensão vitalícia, no valor do teto máximo estabelecido pela lei, bem como plano de saúde pago pelo contribuinte, aí fica difícil.

Anônimo disse...

Os policiais do Rio vão se rebelar e vai sobrar para os militares. Os civis não vão aceitar serem prejudicados e tem força para lutar contra. Aí entra os militares, para pagarem o pato por todos. Não vão mexer na previdência nesse ano pois não dá tempo, mas já estão armando uma nova mudança nos salários, sem votar a PEC do mal. Querem ser "bonzinhos", só para disfarçar. Eles faziam parte do mesmo governo Dilma, só que agora estão com a roupagem diferente.

Anônimo disse...

Anônimo de 22:09 qual direito que nos restou, dengue,greve de polícia,copa,olimpiadas,greve da Anvisa,recadastramento do TRE,etc vão tirar mais o quê?

Anônimo disse...

Ficarão fora da reforma da previdência, mas em compensação..... (Valha-me Santo Expedito!)

Anônimo disse...

Sabe porque não vão mexer na previdência dos militares este ano? porque o "caldeirão" no Rio vai explodir, Porto Alegre também, e São Paulo está quase. Eles vão precisar das Forças Armadas para restabelecer a ordem e substituir as polícias. No próximo ano, quando estiver tudo calmo, vem a porrada com a mesma conversa de que tem que contribuir e... se lascar de novo.

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