12 de novembro de 2016

Quase 10 anos de reclusão: STM aumenta pena de três majores e um capitão que desviaram quase R$ 2 milhões do Exército

O Superior Tribunal Militar (STM) aumentou a pena aplicada a quatro oficiais do Exército - três majores e um capitão-, acusados de montarem um esquema fraudulento, que desviou cerca de R$ 1,7 milhão do Centro de Pagamento do Exército (CPEx). O major, tido como chefe do esquema, vai cumprir quase 10 anos de reclusão, em regime fechado.
Em um voto extenso, o ministro relator, Cleonilson Nicácio Silva, disse que a conduta do major se revelou egoísta, com meios inescrupulosos e modus operandi improbo, o que implicou na majoração da pena aplicada.
Segundo a denúncia do Ministério Público Militar, em de abril de 2002, o Centro de Pagamento do Exército (CPEx) identificou a realização de vários pagamentos, a pensionistas, processados indevidamente.
A promotoria informou que fichas-cadastro implantadas no Sistema de Pagamento do Exército (Siapes) tinham erros grosseiros, como pensionistas e instituidores não cadastrados no sistema da Seção de Inativos e Pensionistas (SIP), processos não localizados, contas invertidas e valores indevidos, inexistência de desconto de Imposto de Renda, melhoria de pensão e pensão ainda não julgada, saques de parcelas remuneratórias não cumulativas, alteração de compensação orgânica com base na mudança de posto de referência e inexistência no banco de dados do CPEx dos endereços desses pensionistas.

Perícia
Os peritos de informática constataram que as pessoas haviam sido implantadas supostamente no Comando da 1ª Região Militar (Cmdo 1ª RM), situado no Estado do Rio de Janeiro. Todavia, após a análise dos arquivos, comprovou-se que as implantações estavam associadas ao Órgão Pagador da 15ª Circunscrição de Serviço Militar (15ª CSM), situado no Estado do Paraná.
Foram implantados, de forma irregular, 54 pensionistas "laranjas". Todas as contas bancárias identificadas nos cadastros dos falsos pensionistas foram abertas na Caixa Econômica Federal, em agências situadas principalmente nos Estados de Pernambuco e da Paraíba, sendo que todas, com exceção de três contas, foram abertas no primeiro trimestre de 2002. “Dos 54 falsos pensionistas, apenas quatro não tiveram seus nomes utilizados na execução de qualquer pagamento”, disse a denúncia.
Os peritos de informática verificaram que, para a realização da fraude, foi necessária a criação de programas, que alteravam as rotinas previstas feitas dentro do Sistema de Pagamento de Pessoal do Exército (SIAPES) e com códigos pessoais de militares do próprio CPex.

Duas frentes criminosas
Em depoimento, um sargento da unidade militar afirmou que fez as modificações, cumprindo ordem verbal de um major, utilizando planilhas que lhe foram entregues por ele, também, por outro oficial, o major chefe do esquema. Depois das inserções das planilhas, os arquivos de pagamento eram transferidos para o computador de grande porte, instalado no Centro Integrado de Telemática do Exército (CITEx).
Dos pensionistas que receberam pagamentos irregulares do Exército, verificou-se que muitos eram parentes por afinidade de um dos oficiais, residentes principalmente nos estados de Pernambuco e da Paraíba.
Ainda de acordo com Ministério Público, a fraude foi feita em duas frentes: a primeira, realizada no CPEx, foi responsável pelo planejamento e pela execução das mudanças na rotina de pagamento do Exército por parte dos oficiais; e a segunda, em algumas cidades dos Estados de Pernambuco e da Paraíba, onde foram recrutadas diversas pessoas, para abrirem contas de caderneta de poupança na Caixa Econômica Federal, com a promessa de receberem um benefício do Governo ou um emprego futuro, dentre outros argumentos apresentados, sob a condição de não ficarem com a posse dos cartões magnéticos.
Esse recrutamento, informou a promotoria, teve a participação direta de seis civis, todos cunhados de um dos militares do CPEx, e, ainda, a participação de outros dois civis. O grupo ficava com a posse dos cartões magnéticos das contas de poupança dos falsos pensionistas, possibilitando os diversos saques e movimentações bancárias que foram realizados.
De acordo com o laudo pericial contábil, foram desviados para as contas de poupança dos falsos pensionistas o montante de R$ 1.767.924,13, sendo revertido para o CPEx a quantia de R$ 971.886,23, restando como prejuízo para o Exército Brasileiro o valor original de R$ 796.037,90. Ainda de acordo com o Ministério Público, com os valores corrigidos, a fraude causou um prejuízo de R$ 3,4 milhões, em valores atuais.
Dos diversos saques efetuados nas contas dos falsos pensionistas, vários foram filmados pelas câmaras da Caixa Econômica Federal , o que possibilitou a identificação de alguns dos autores dos saques, bem como de algumas movimentações financeiras, realizadas nessas contas dos réus.
Denúncia - Diante das provas coletadas, o Ministério Público Militar (MPM) denunciou diversos militares e civis, que foram identificados como integrantes do esquema criminoso operado dentro do quartel do Exército. O Cpex é o órgão responsável pelo pagamento de todos os militares da Força, pensionistas e servidores civis.
Agindo em co-autoria, sustentou a acusação, os réus obtiveram vantagem pecuniária ilícita em prejuízo do Exército Brasileiro, que foi mantido em erro, mediante modificações fraudulentas nos programas do Sistema de Pagamento; crimes de estelionato praticados pelos civis, crimes de receptação e peculato, por parte dos militares.
Todos foram denunciados à Justiça Militar da União (JMU), na Auditoria de Brasília, em 21 de janeiro de 2003. E, desde então, o processo se arrastou com inúmeros recursos, inclusive pedidos diversos de perícias. Somente a Sessão de julgamento foi adiada 17 vezes, muitas delas em virtude do não comparecimento dos réus ou de suas defesas.

Julgamento
Em Sessão de 25 de novembro de 2014, o Conselho Especial de Justiça da 1ª Auditoria da 11ª CJM julgou e condenou quatros oficiais do Exército e dois civis. O major, considerado chefe do esquema, recebeu a pena de cinco anos e cinco meses de reclusão. Um outro major foi condenado à pena de cinco anos e quatro meses de reclusão; um capitão e outro major, ambos, à pena de três anos e nove meses de reclusão, todos por estelionato, crime previstos artigo 251 do Código penal Militar, em regime semiaberto e o direito de apelar em liberdade.
Dois civis também foram condenados à pena de três anos de reclusão, também por estelionato. Foram absolvidos, um capitão, um subtenente, dois sargentos e dois civis “por não terem cometido crime algum”, decidiram os juízes de primeiro grau.
Inconformadas com as condenações, as defesas dos quatros oficiais resolveram apelar junto ao Superior Tribunal Militar (STM).
Ao analisar o recurso, nesta terça-feira (9), em um julgamento longo, de mais de 8 horas de duração e finalizado às 22h30, e com 14 recursos preliminares, o relator, ministro Cleonilson Nicácio Silva, resolveu manter as condenações e aumentar a pena aplicada a todos os quatro oficiais.
Em seu voto, o ministro destacou a participação de um deles, o major tido como chefe do esquema. A defesa do oficial pediu a absolvição dele, sustentando a “(...) falta de prova material do cometimento da infração (...)” ao argumento de que “(...) não há nada, nestes autos, que demonstre que o acusado (...) tenha, de alguma forma, causado qualquer prejuízo ao erário pela inclusão de falsos pensionistas no sistema de pagamento (...).
Para o relator, a defesa não tinha razão, uma vez que foram comprovadas a autoria, a materialidade e a culpabilidade do réu. Ele sustentou também que os autos comprovam que o acusado foi um dos idealizadores e principais executores da empreitada criminosa. “Afinal, ordenou a criação de programas que alteravam a rotina de pagamento da Força Terrestre, possibilitando a inclusão de falsos pensionistas”.
Além de manter a condenação, o ministro decidiu por aumentar a pena imposta ao major para 9 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão e definiu o regime fechado para o cumprimento da pena.
“Sopesaram em seu desfavor a intensidade do dolo ou grau da culpa, o modo de execução, os motivos determinantes e a insensibilidade, a indiferença ou o arrependimento após o crime. Impõe-se o reconhecimento desfavorável dessa circunstância, afinal, o réu manipulou seus subordinados para a criação de programas de informática que alteravam a rotina do pagamento dos pensionistas do Exército Brasileiro, evidenciando o elevado juízo de censura de sua conduta.
O acusado agiu de forma premeditada, organizando e planejando a prática delituosa, atuando, até mesmo, na cooptação de indivíduos humildes para que abrissem contas correntes na Caixa Econômica Federal com objetivo de receber indevidamente importâncias em prejuízo da Administração Militar”, fundamentou o relator.
O segundo major foi condenado à pena de 8 anos e 9 meses de reclusão, em regime fechado; o terceiro major, à pena de pena de 5 anos de reclusão, em regime semiaberto e o capitão, à pena de 4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, em regime semiaberto.
Os demais ministros do STM, por maioria, acompanharam o voto do relator.

Assista à matéria veiculada no Jornal da Justiça, da TV Justiça, desta quarta-feira (10)



Nota do editor
Foram condenados os majores Sérgio de Lima Alves,  Waldelino Cândido Rosa Júnior e Gerson Osmar Bruno Magalhães Senna, além do capitão Flávio Cavalcante Salomão;


38 comentários:

Anônimo disse...

Pensão por morte de militar deve ser partilhada entre ex-mulheres e filhas

https://odireitodomilitar.blogspot.com.br/

https://odireitodomilitar.blogspot.com.br/2016/11/pensao-por-morte-de-militar-deve-ser.html

Anônimo disse...

Só pra deixar claro aos leitores. Todos militares envolvidos no esquema são da AMAN.
Maj QCO

Anônimo disse...

Sendo formado pela AMAN, Harvard, ESFCEx, ESA ou caixa prego, pisou fora da linha é pau neles!!

Anônimo disse...

Um já foi REFORMADO...
REFORMAR o Major (Idt 011455943-8) GERSON OSMAR BRUNO MAGALHÃES SENNA, com a remuneração a que faz jus, observados os art. 9º e 10 da Medida Provisória nº 2.215-10, de 31 de agosto de 2001, e o art. 56 da Lei 6.880, de 9 de dezembro de 1980, por ter sido julgado "Incapaz definitivamente para o serviço do Exército. Não é inválido".

Anônimo disse...

Maj QCO, use as informações de pessoal e verifique q o Cap condenado é do QCO e não de AMAN. Não é escola de formação que define caráter.

Anônimo disse...

Caro Maj QCO, a indole de cada um destes não se refere a estes militares terem sua formação na AMAN ou em qualquer outra escola de formação de oficiais seja de carreira ou temporario e sim o carater e a educação da cada pessoa...
Infelizmente temos pessoas de má indole em todos os lugares, inclusive nas FFAA, a população diz que as FFAA são a entidade de maior credibilidade, porem, mal sabem o que acontece dentro dos portões das OMs.

Anônimo disse...

O Cap é QCO, embora isso não faça a menor diferença. Cometeu crime, tem que ser punido, independentemente da formação ou especialidade.

Eliézer Pessanha disse...

Perdoe-me, mas poderia ser qq oficial (AMAN, QCO, QEM, QOSau etc.). O mau caráter é inerente ao ser humano, independentemente de sua formação.
P.S.: o capitão Salomão é do QCO, turma 91.
Maj Eliézer Pessanha

Anônimo disse...

A velha guerra QCO X AMÃE...kkkkkk.

Eliézer Pessanha disse...

Não há guerra nehuma, companheiros da AMAN nos respeitam como os respeitamos, sem prob algum. Eles, inclusive, têm prerrogativas e oportunidades que lhes são garantidas pela formação, e, segundo me consta, nunca vi nenhum colega QCO incomodado ou coisa do gênero. O inverso tb é verdadeiro.
Agora, evidentemente, pode haver um ou outro q tem alguma implicância, mas, grosso modo, todos se respeitam. Outra lenda q inventaram.
Maj Eliézer Pessanha

Anônimo disse...

Maj Leonardo, rei do mimimi. Leão de alojamento.

Anônimo disse...

Gostaria de salientar que ao final apenas os oficiais foram condenados. Todas as praças foram absolvidas pela justiça militar - justamente aquela que no entendimento de alguns aqui existe somente para ferrar com as praças e "passar a mão na cabeça" dos oficiais...
Digo isso só pra provocar, kkkk... Convivo há quase 20 anos com bons e péssimos exemplos de Of e Praças de todas as A/Q/S.
Outra guerrinha comum aqui é com Of Tempr... Quando às vezes critico Of Tempr, normalmente isso decorre da sua inexperiência e/ou da sua inadequada formação militar, o que não pode nunca ser confundido com falha de caráter.
Um abraço para todos os que agindo honestamente honram a farda que vestem, sejam oficiais ou praças, QCO ou de Arma, de Carreira ou Temporário!

Unknown disse...

Esse comentário (original) sobre a origem do militar, somente mostra a imaturidade do cidadão. Não importa se é do QCO ou da AMAN. Quando forem fazer essa comparação, lembre-se q isso só nos enfraque-se.

Anônimo disse...

O CARÁTER É FORMADO NA INFÂNCIA . ESCOLA MILITAR APENAS AGREGA VALORES ! TODOS SÃO LIXOS DO MESMO ATERRO ! PAU NELES !

Unknown disse...

* enfraquece

Anônimo disse...

Condenação pesada, se fosse nos tribunais civis seria menor. A justiça militar, com seus juizes militares que não conhecem o Direito, sempre batendo de forma pesada na tropa.

Anônimo disse...

E ai ! Algum sabidão não vai dizer que o Montedo inventou ? É cada figura.

Colaborar com o Blog enviando links com assuntos sobre a caserna que é bom, nadinha.

Simplesmente vê, lê e guarda pra si, os demais que se exploda.

Anônimo disse...

MARINHA RECEBE PRIMEIRO HELICÓPTERO H-225M ARMADO COM MÍSSEIS

http://airway.uol.com.br/

Anônimo disse...

Não é o que vemos na prática, caro Maj. Assim como os oficiais de AMAN tem preconceito com QAO, praças, OTT e OCT, o tem também com QCO. Não se trata de ódio de classe. A realidade é que na academia, já presenciei vários oficiais chamarem-na de "santuário sagrado", preocupam-se em trabalhar o ego dos futuros oficias, afirmando com veemência que a praça é irresponsável, precisa ser supervisionado todo o tempo, que essa é a melhor profissão do universo, que o oficial é um erudito, entende de ciências médicas, humanas, matemáticas, filosóficas (na verdade não entende de nada) entre outras coisas. Não se fala no respeito ao profissional sob a farda, embora mais moderno, ensinam que conceitos como lealdade só devem ser exercidos em escala vertical ascendente e nunca com o subordinado (o que travestem de "lealdade para com o comando"), não se fala no trabalho em equipe, entre um universo de coisas...enfim, me arrependo muito de não ter ingressado em uma PM, hj, 17 anos após, vejo que fiz concurso público para ser humilhado e preterido em todos os sentidos, para que a classe de "nível superior" da força, mantenha sua realeza e certeza de que há alguém em pior situação que eles (praças).

Anônimo disse...

Falou-se em lealdade acima...um dos maiores exemplos da falta de lealdade do superior para com o subordinado, é a chamada MP2215, que aviltou a família militar como um todo, exceto dos generais que acenaram a cabeça, concordando com essa MP criminosa, claro, vale salientar que esses mesmos generais, e claro alguns militares em que respingou esse direito, passaram para a reserva sem serem afetados. Eu ganho hj, já passando de metade do tempo previsto para eu passar para a reserva, menos do que muito soldado recém formado de PM. Tenho de acreditar quando meus "chefes" falam em lealdade e dedicação em palanque de formatura?

Anônimo disse...

Curtam esse vídeo !
Esta concorrendo como um dos melhores vídeos militares do mundo !!!!
https://youtu.be/fZwYXeq0YWQ

Liga da justiça disse...

Depois o problema no Exército são os praças hehehehe, e se são lembro vos que são eles (oficiais) que selecionam, só pra controle.

Eliézer Pessanha disse...

Compreendo, parceiro, e não lhe tiro a razão. Talvez, por estar na academia, os oficiais, por serem mais jovens e instrutores, agem assim. Mas, acredite, trabalho com mts deles - maciçamente mais antigos e, por decorrência, mais idade - e sempre observei respeito da parte deles.
De forma semelhante, vejo respeito pelos Of QAO, que, de todos com quem trabalhei e trabalho, são de alto nível e qualidade. De qq forma, sua vivência e relato devem ser considerados.
Grande abraço e sucesso!
Maj Eliezer Pessanha

Anônimo disse...

Se for prender todo S/4, Fisc Adm, Aprov e Engenheiro que desvia dinheiro, vai faltar cadeia. A nação não sabe da missa a metade. FICA TEMER! TEMER 2018!.

Anônimo disse...

É muito ruim para a Força esta exposição de profissionais que desviam do aprendizado e valores que são pilares básicos, mas fica aqui uma palavra para reflexão, porque será que o povo não coloca pressão no Supremo Tribunal Federal, para que a justiça seja feita neste país que vive uma desordem sem valores. Imagine a quantidade de dinheiro que seria resgatado pelos ladrões. Que a Justiça Militar sirva de exemplo para as demais justiças brasileiras.

Anônimo disse...

é que vcs não viram a gurras sargento QESA E especialista na aeronáutica ainda, quando tinha um projeto de lei para promover os qESAS só deus sargentos formado na EEAR ligando na camara para falar que era contrario a lei.

Anônimo disse...


O QUE O MPM PODE FAZER POR VOCÊ?

O QUE É CRIME MILITAR?

Os crimes militares de competência do Ministério Público Militar são aqueles praticados por integrantes das Forças Armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica – no exercício da atividade funcional. Também são considerados crimes militares aqueles cometidos por militar da reserva, reformado, ou por civil, contra as instituições militares, neste caso contra a ordem administrativa militar. As infrações praticadas contra o patrimônio das Forças Armadas, como fraudes previdenciárias de pensionistas das FFAA ou irregularidades em licitações conduzidas pelas Forças, também são da área de atuação do MPM.

Além dos crimes militares, o MPM é responsável, pelo controle externo da atividade policial judiciária militar e pelo inquérito civil objetivando a proteção, prevenção e reparação de dano ao patrimônio público, ao meio ambiente, aos bens e direitos de valor histórico e cultural, a proteção dos interesses individuais indisponíveis, difusos e coletivos, e a proteção dos direitos constitucionais no âmbito da administração militar.

QUANDO

ACIONAR

O MPM?

Sempre que verificada a ocorrência de um crime militar, o Ministério Público Militar deve ser acionado. Abusos e ou omissões praticados pelos integrantes das Forças Armadas também devem ser comunicados ao MPM. Da mesma forma, deve-se levar ao conhecimento do MPM as irregularidades e os danos relacionados ao patrimônio público (um dano a prédio do Exército), ao meio ambiente (a invasão de uma Área de Proteção Ambiental das FFAA), aos bens e direitos de valor histórico e cultural no âmbito da administração militar (a depredação de um monumento militar).

COMO DENUNCIAR?

Não há a necessidade de advogados ou procurações para falar com o Ministério Público Militar. Qualquer cidadão pode entrar em contato direto com o MPM, os canais são os seguintes:

o Serviço de Atendimento ao Cidadão – Fale com o MPM pode ser acionado eletronicamente, na página do MPM, pelo telefone 0800 021 7500 (ligação gratuita), ou fisicamente, no endereço: Av. Presidente Vargas, 522 – 5º e 9º andares – Centro
CEP 20071-000 – Rio de Janeiro – RJ;
o Serviço de Informação ao Cidadão – SIC, disponível na página eletrônica do MPM, também pode ser solicitado para encaminhamento de denúncias;
as Procuradorias de Justiça Militar – 14 Procuradorias de Justiça Militar, além da Procuradoria-Geral de Justiça Militar, estão distribuídas pelo território nacional. Veja, no botão Procuradorias, na barra superior dessa página, aquela cuja a área geográfica de atuação corresponde à sua localidade e entre em contato, seja pelo telefone, seja pessoalmente.

Anônimo disse...

O pessoal fica ai discutindo de qual escola de formação eram, no EB está cheio de ladrões, assim como no congresso nacional e na nossa sociedade. As Forças Armadas em geral procuram abafar, mas no caso do EB existem muitos casos muito piores, um exemplo é na Engenharia de Construção. Se o TCU fosse um órgão sério e fizesse uma devassa nas contas dos Batalhões de Construção nos últimos 10 anos, ia aparecer improbidades de deixar nossos políticos com inveja. Esse ocorrido ai, é comum na maioria dos quartéis Brasil afora, é um problema de má gestão, colocam comandantes na sua grande maioria incompetentes para administrarem recursos que os mesmo não possuem conhecimento técnico/ administrativo para a sua gestão. Não é difícil você observar na tropa, comandante comendo nas mãos de QAOs e Subtenentes, muitos desses já cheios de vícios que trazem de Brasilia e outros grandes comandos. Esses comandantes por total desconhecimento de legislações e muitos por total desinteresse, acabam entrando no esquema e tirando o seu antes de ir para a reserva. Farinha pouco o pirão deles primeiro, esse é o EB atual.

Anônimo disse...

Se você souber de alguém que desvie dinheiro, não seja covarde e denuncie (pode ser feito de forma anônima). É muito mais proveitoso do que ficar fazendo generalizações...

Anônimo disse...

Interpretação de texto. Eu falei daqueles que desviam dinheiro. Se serviu para você é só vestir.

Anônimo disse...

Coitadinho dos cmts, comendo na mão dos corruptos praças....faça-nos o favor. Tive cmt viciado em jogos de azar, que vivia se escondendo de agiotas da cidade, recebeu sua transferência e deu ordem ao terceirinho do almox (que se calou erradamente) para empenhar o valor de sua mudança com recursos da OM. Em Brasília está cheio de oficial desse naipe. É pra eu levar a sério tudo o que gente como esse canalha fala em formaturas?

Anônimo disse...

Salomão é da turma de 1991 da Academia da Pituba, seus companheiros já são coronéis, mijou fora do pinico: Pau no Lombo!Não importa onde se formou, no caso desses a formação principal, a da família, faltou ou,se desviaram do bom caminho, o resto é análise rasteira de recalcados, frustrados ou mal amados. Batalha.

Anônimo disse...

Bandido é bandido em qualquer situação, independente da formação academica. Mas quanto aos comentários de que os oficiais formados pela AMAN se consideram o último biscoito do pacote, de que entendem de tudo é a mais pura verdade. Inclusive alguns se gabam que estáo habilitados a fazer pequenas cirurgias, a aplicar extrema unção, a pilotar naves espaciais, a celebrar casamentos etc etc e etc ...

Anônimo disse...

BOA TARDE MONTEDO!
A JUSTIÇA EXISTE CONTRA OS ABUSOS COMETIDOS POR OFICIAIS
OLHA AI:

https://eproc.jfpr.jus.br/eprocV2/controlador.php?acao=acessar_documento_publico&doc=701478709114836590095306042336&evento=701478709114836590095306067482&key=85af1c872e44bde0afeb57837eef34bcd59a479f602a54c753b74ca0fa651a9e

Anônimo disse...

Positivo, isso mesmo, a turma do Salomão já é coronel.
Bom, qto ao caráter, é fato que não há ligação alguma com a formação do sujeito. Qq pessoa mediana sabe disso. Acho q o colega quis "desabafar".
Maj QCO Leonardo

Anônimo disse...

Bandidos existem em todos os postos e graduações.

Gente boa e honesta existe em todos os postos e graduações.

Tive Cmt honesto e desonesto. Tive companheiros sargentos honestos e desonestos.

Tive exemplo de honestidade com recrutas, Sd, e Cb e desonestidade também.

O nosso problema e que não temos uma Corregedoria, denunciar, vi exemplos que não deram certo. O responsável em escalar e fiscalizar o IPM pode ser o mesmo que cometeu o crime.

As PM possuem Corregedoria e comissão de ética.
Crimes são publicados em Boletim e todos fingem que não viram.
Vir aqui e dizer para os colegas denunciarem. Desculpe, não irão fazer isto.
O militar passar mais de 10 anos aqui e dizer que nunca viu nada e se calou. Talvez se ele for cego, ou desculpe muito alienado mental.
Se pedir para enumerarem o que viram ou que esta ocorrendo no momento vai parecer ser fantasioso.

Uso indevido de viatura, mão de obra dos militares, festas custo zero para o ego da autoridade e se séquito,falta de transparência no emprego das verbas publicas, quebrar piso de PNR porque não gostou da cor, transferência sem estar cadastrado no SUCEM, distribuição de PNR para peixe sem fila, cirurgia plastica....

Anônimo disse...

Quanta gente em zona de conforto, pulando de pnr em pnr, BSB/nordeste, nordeste/BSB, ganhando 80, 100 mil em cada transferência falando em recalcados, frustrados...vem para o EB tipo "2"...vem ser praça, "sr satisfeito e grato", deve ter ganhado a prova, ou foi deixado na porta da escola, pelo papai general, ou cel (como outrora). Aos corruptos, pau neles, chega de conivência e paternalismo, não interessa se é praça ou oficial.

Anônimo disse...

O Maj QCO Leonardo ainda vive ! Deve ser um Highlander Tupiniquim infiltrado na Força, e sempre com seus comentários "inteligentes ". Wagner.

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