25 de novembro de 2016

Mais concorrido que a USP: por que tantas mulheres querem entrar no Exército?



BBC BRASIL.com
A primeira seleção de mulheres para as escolas de preparação para funções de combate no Exército já pode ser considerada um sucesso: a concorrência é tanta que gerou uma relação candidato por vaga superior às das carreiras mais procuradas no vestibular da USP, um dos principais do país.
Mais de 7,7 mil jovens se inscreveram para as 40 vagas reservadas pela primeira vez às mulheres na Escola Preparatória de Cadetes do Exército
Com isso, são 192 candidatas disputando cada vaga - a seleção ainda não chegou ao fim. Na escola de sargentos, que também abre suas portas a elas pela primeira vez, a relação é de 179/1.
Para comparação, o curso mais concorrido da Fuvest 2017 - Medicina em Ribeirão Preto - teve 6,8 mil candidatos inscritos para 90 lugares, ou 70,5 por vaga.
Mas por que tantas mulheres querem se tornar oficiais do Exército?
"Meu pai fez serviço militar. No último ano do colégio, os meus amigos começaram a se alistar e passei a vê-los correndo todos os dias de manhã fazendo exercício. Eu moro na frente do quartel e eles passam correndo na rua fazendo Educação Física", responde a candidata Andressa Muniz, de 19 anos.
"É uma profissão que eu idolatro bastante. Fui conversar com um sargento do quartel e ele me explicou sobre a estabilidade da carreira. Mas o meu interesse não é só nisso, mas tem também a questão da patente, a questão do respeito dos homens."
Andressa diz ter esperança de que, como oficial do Exército, seja mais respeitada em uma sociedade na qual ainda há muita discriminação contra as mulheres.
"Não digo que estou lutando contra o machismo. Mas entrando no Exército eu calaria a boca de muitas pessoas que dizem que mulher não serve para ser militar, para ser infante", afirma.
"Os homens começam a ver a gente de forma diferente. Na rua, uma mulher de farda é muito mais imponente. Eles vão olhar e pensar: 'ela deve se esforçar da mesma forma que os homens'."
Ação
A dedicação é tanta que Andressa frequenta um cursinho dedicado aos concorridos processos seletivos das escolas militares. E ela não é a única mulher ali.
A BBC Brasil conversou com um grupo de jovens que estuda no curso preparatório General Telles Pires, no centro de São Paulo. Todas apontam a possibilidade de ter um futuro emocionante - longe dos escritórios, por exemplo - como um atrativo da carreira militar.
"Fiquei empolgada com a possibilidade da ação", diz Daniela Petrosino, de 15 anos. Uma vontade que, segundo a mãe, vem de longe.
"Eu não me envolvi, foi decisão dela. Ela fala disso desde pequena, então agora não tenho medo e dou muito apoio", conta Patrícia Petrosino.
As jovens já têm, inclusive, planos sobre quais carreiras querem seguir caso consigam ser aprovadas.
"Queria a Artilharia porque tenho mais interesse na ação do que nas atividades da Intendência (logística e administração)", diz Letícia Martins, de 16 anos - uma vontade compartilhada pela colega Daniela.
Andressa, por sua vez, sonha com a Infantaria, e Isabela Cristina Carleto Caldas, de 19 anos, com a Cavalaria.

Limitações
Mas ainda há um obstáculo: nenhuma das carreiras desejadas pelas jovens está aberta às mulheres, ao menos por enquanto.
Neste primeiro concurso, as oficiais poderão chegar apenas à Intendência e ao Quadro de Material Bélico - função relacionada à logística ligada a armamentos, veículos e aeronaves.
As candidatas a sargento, por sua vez, poderão atuar na área técnico-logística (manutenção de armamentos, equipamentos de comunicação, veículos e aeronaves e funções de Intendência e topografia).
O Exército garante que isso não significa que elas assumirão papéis apenas secundários. Mas ansiosa pela ação, Isabela diz ter um plano:
"No ano que vem vou fazer prova para Quadro de Material Bélico. Quando eu já estiver lá dentro vou tentar fazer cursos mais ligados ao combate. Eu quero a especialização em 'Defesa Química, Biológica e Nuclear'", conta, citando a área que lida com a possibilidade de ameaças dessa natureza.
"Em geral, biologicamente o corpo do homem é mais forte que a mulher, mas isso não quer dizer que não haja mulheres melhor preparadas fisicamente que muitos homens", acrescenta.
"Não é só o físico que importa, há todo o lado psicológico. Não é o corpo que manda, e sim a cabeça. Se a pessoa leva um tiro na perna em uma batalha e é emocionalmente forte, não vai se dar por vencida."
O Exército afirma que, ao decidir incorporar mulheres nessas novas vagas, fez adaptações nas normas e nas instalações - como criar uniformes, alojamentos e banheiros específicos, além de padrões para o penteado e para o tamanho do cabelo e regulamentações sobre uso de pulseiras, anéis, brincos, maquiagem, correntes e bolsas.
"O Exército acompanha de forma permanente a evolução da sociedade brasileira, buscando adequar-se às novas necessidades e anseios da mesma", disse a instituição em nota à BBC Brasil.
As jovens que passarem no concurso deste ano poderão se tornar aspirantes a oficial em 2021. A primeira general, porém, pode surgir apenas em 2051.

Crise e carreira
Clodoaldo de Souza, professor de matemática e coordenador do cursinho, conta que as mulheres representam entre 10% e 15% dos alunos. Mas ele diz acreditar que essa porcentagem vai aumentar agora, com a abertura das carreiras.
"Elas costumam ser mais aplicadas e concentradas que os rapazes", elogia.
"A maioria começa a estudar com 15 ou 16 anos, porque podem prestar concurso logo que acabam o ensino médio. Elas geralmente chegam um pouco mais maduras que eles, sabendo o que querem."
Na avaliação de Souza, a estabilidade de um emprego público é um dos maiores atrativos.
Nelson Marconi, professor de economia da FGV e PUC-SP, afirma que, em meio à atual crise econômica, boa parte das carreiras públicas se tornou uma opção ainda mais atraente para jovens profissionais.
Isso porque, explica, oferecem salários iniciais mais altos e estabilidade, algo difícil de se conseguir como iniciante no setor privado.
"Há uma oferta de emprego menor no setor privado, e os salários estão se deteriorando", diz o professor. Ele acrescenta que essa queda nos níveis salariais é menor no serviço público.
Muitos candidatos de concursos, porém, já se preocupam com uma possível mudança nesse cenário: a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 241, que pretende amenizar o rombo nas contas públicas ao estabelecer um teto para o crescimento das despesas federais por 20 anos.
Marconi, porém, minimiza esse risco.
"A maior parte das carreiras públicas têm remuneração melhor que a do setor privado. (A política de austeridade) pode diminuir um pouco o poder de compra, mas ele não será depreciado a ponto da carreira não ser atrativa."
O que pode ocorrer, na opinião do especialista, é uma eventual diminuição no número de vagas nos concursos.

Resistência familiar
O Exército começou a aceitar mulheres em 1992, na chamada "linha não bélica". Elas se formavam no ensino convencional em áreas como administração, comunicação e saúde e depois eram integradas à instituição - mas não podiam chegar aos postos mais altos.
"Sonho desde pequena em ser militar, era louca para seguir a carreira, mas mulheres não podiam entrar no Exército. Eu entrei na faculdade de enfermagem pensando em entrar no Exército depois", conta Isabela.
"Eu estava com a minha vida pronta: trabalhava e fazia faculdade. Mas quando soube dessas vagas larguei tudo e vim para o cursinho."
Filha de um engenheiro químico e de uma protética, ela conta que precisou vencer a resistência deles.
"Não tenho militares na família, e no começo meus pais não gostaram. Acho que é porque meu pai é muito protetor, não queria que eu ficasse longe e pensou que eu poderia sofrer", diz.
"O meu namorado é da Aman. Nos primeiros três meses ele foi contra, mas depois começou a me incentivar. Ele queria me proteger porque sabia das dificuldades, como ficar longe de casa e da família."

Esta reportagem faz parte da série especial 100 Mulheres, da BBC.
O que é o 100 mulheres?
O BBC 100 Mulheres (100 Women) indica 100 mulheres influentes e inspiradoras por todo o mundo anualmente. Nós criamos documentários, reportagens especiais e entrevistas sobre suas vidas, abrindo mais espaço para histórias com mulheres como personagens centrais.
Por isso, queremos que VOCÊ se envolva com seus comentários, opiniões e ideias. Você pode interagir e encontrar o conteúdo do 100 Mulheres em plataformas como Facebook, Instagram, Pinterest, Snapchat e YouTube, usando a hashtag #100women. 
TERRA/montedo.com

47 comentários:

Anônimo disse...

E o Serviço Militar?

Anônimo disse...

Deveria ter algum projeto para que depois do serviço obrigartorio pegasse os melhores soldados e incluice na academia direto, e também os militares temporarios que passam 7 anos e depois e EB joga fora! lamentavel

Cap Chupeta disse...

Não é sucesso, sim é a atual conjuntura social do país, por isso essa enormidade de meninas desempregadas querendo ter seu emprego estável, é só o país melhorar e muitas vão fazer da "carreira" um enorme trampolim. Capitão Chupeta!

Anônimo disse...

Escala de Sv, na 1ª semana de gravides, fora da escala de Sv de Oficial Dia ou Cmt Guarda, TFM nas cochas, 6 meses licença gestante, + TPM = dor aqui dor ali etc..............a cada 1 ano de sv, se elas ficarem dois meses no quartel é muito.

Anônimo disse...

Falta de informação.Pela televisão parece maravilhoso, na prática....

Anônimo disse...

Uma solução diante da crise. Daqui a alguns anos caem na real, a maioria massiva estará fora. Quem ficar estará baixada no fusex, por problemas relativos à função, que não respeita e nem é adaptada à fisiologia feminina. O Exército Americano já abandonou a ideia de formar mulheres combatentes, e o nosso EB "Barrichello" sempre chegando depois, ingressando nesse beco sem saída. Só rindo mesmo.

Anônimo disse...

Meu peito juvenil. ..acredito mais nelas, menos mi mi mi.

Anônimo disse...

Coitadas, estão mal orientadas. Quando cairem na real (Sv, Missão, sem hora p/ entrar/sair) é só engravidar. Dá p/ ficar 1 ano fora.

Anônimo disse...

Muitas estão pensando que vai ser mole. Quantas desistirão ?

mauro barroso disse...

Aproveitando o espaço sinto um silencio de noticias aqui sobre as movimentações populares que nao eram a favor da intervenção militar e agora sao, depois que uma parte de politicos querem anistiar caixa 2. fiquei impressionado. não é aquele grupo que invadiu a camara sao os grandes grupos que tem milhoes de seguidores muitos em sp, me inpressionou

att
mauro

Anônimo disse...

Praças chorões (sem razão, pois pelo q o EB cobra deles é doce em boca de criança) começam o choro em 1, 2, 3...

Anônimo disse...

lutando contra o machismo? nossa, meu deus, mulheres são muito bem tratada pelos militares e as vezes até beneficiadas.

nao vejo machismo, o que vejo é que muitas vezes a protecao que nossos chefes lhes dao acabam prejudicando ou fazendo com que trabalhemos mais

Anônimo disse...

e também os militares temporarios que passam 7 anos e depois e EB joga fora! lamentavel

jogam fora negativo, pois principalmente os oficiais temporarios e muito mais os cpor e npor tem oportunidades de estudar e fazer cursos
e no ultimo ano ou meses tem a regalia de aliviar nos serviços

nao diga isso que sao jogados fora pois tambem ganha-se uma indenizacao muito boa para o oficial que esta la sem ser concursado

Anônimo disse...

se forem oficiais é mais tranquilo, e de carreira ainda tem mais privilégios, isso que acho injusto no ciclo.

Mat Bel - 2003 disse...

aprovo e apoio a inclusão das mulheres como praças, é melhor para a carreira e os chefes arbitrários sempre puxam o freio quando há mulheres presente.
ACHO QUE A PRESENÇA DELAS VAI DAR UMA ALIVIADA E MELHOR TRATAMENTO PARA TODOS OS OUTROS MILICOS, PRINCIPALMENTE NA TROPA. Espero melhoria para todos os sargentos (falo apenas de sgt pois oficial tem tratamento diferenciado (justo pq estudou mais e por serem mais antigos) e quando chegarem a capitão estarão melhores).
apoio a oportunidade é pra todos, bem-vindas à graxa e às escalas de serviço.
:) MAT BEL!!!
AVANTE COMPANHEIRAS!!!

Anônimo disse...

http://br.blastingnews.com/brasil/2016/11/ouvidor-dos-direitos-humanos-e-preso-por-envolvimento-com-organizacao-criminosa-001275323.html

Ouvidor dos Direitos Humanos é preso por envolvimento com organização criminosa
Polícia Civil fez grande operação e prendeu pessoas acusadas de fazer lista negra para matar agentes e seus familiares.

Anônimo disse...

Esse projeto já existe. Chama-se concurso público (previsto numa tal de Constituição Federal).

Anônimo disse...

Esperem elas começarem a usar as estrelas ou divisas "de baixo" pra conseguirem uma dispensa ou alívio na escala de serviço e missões! E não podemos esquecer do famoso "poder de persuasão feminino, fazendo cara de pidonas, com expressão de choro e contando historinha triste... até conseguirem o que querem e isso se tornar corriqueiro! Pois, presenciando isso em algumas OM que passei, vi os 3º Sgt prejudicados na escala quando havia alguma missão que mobilizava grande efetivo. Era só falar em campo que já arrumavam desculpa, principalmente nos quartéis de artilharia. Querem vestir a mesma farda, mas não querem carregar o mesmo fardo! Mas presenciei exceções, onde elas, quando chegavam "lobinhas", tiravam Cmt Gda sem choro, independente da Seção em que trabalhavam. Devemos acabar com esse cavalheirismo exagerado, que as tratam como frágeis bibelôs, pois isso vai dar "M" a médio e longo prazo!

Subão dos Pampas

Anônimo disse...

pra viverem de licença medica por colica menstrual ou por gravidez.

Marcos disse...

Aposto que só praças escreveram as baboseiras acima .
" incluice " foi dose hein ! Com esse português estamos ganhando bem demais .
S Ten Eng Marcos Pinto, RJ

Anônimo disse...

A mais perfeita colocação. Trabalho com mulheres num hospital militar, e isso acontece com frequência. Simplesmente não trabalham. Apenas uma pequena minoria faz o serviço de maneira correta.

Anônimo disse...

É triste ver jovens perdendo tempo tentando entrar em uma Instituição sem força política, com baixos salários e altas restrições.

Anônimo disse...

O texto fala da crise social causada pela PEC 241(agora 55)... Só lembrando, o nobre deputado que eu votei mais de quatro vezes para deputado, votou a favor desse PEC...e ainda se diz defensor da família militar....

Anônimo disse...

Praças chorões...tá certo. O que o Exercito nos cobra é fazer o trabalho de vcs, e vcs "tomarem decisões", assinarem documentos prontos, receberem o pronto das oficinas de instrução, escalarem um Sgt pra conduzir o tfm, puxar contagem, dar pseudoaulas de psicologia enlatada nas formaturas, falando sobre motivação (que nitidamente vcs como oficiais não tem) dedicação, e afins. Acho que ser oficial é ainda mais mole, sr inimigo de praça. Até durante os 5 anos da carreira em que vcs oficiais tiram serviço, tem que haver um praça de babá, adjunto, pra fazer o livro pra vcs.

Anônimo disse...

Olá, tudo bem. Não há como deixar de aproveitar o espaço e comentar. Ao ler os nobres pensamentos das futuras comandantes e ou chefes.
Cada candidata expôs os motivos que pretende realizar após o ingresso na Força.
E isso fica uma dúvida, como seria um cmt pel ou cmt cia que tem umas idéias como essas expostas acima. No momento deixo de citar nesse comentário esses termos da reportagem.
Baseado em fatos do dia a dia, onde alguns militares podem ser acochambrados por afinidades com quem manda. E é claro que os demais carregam o piano, em missões da OM. Somos uma instituição Permanente e secular, baseada na hierarquia e disciplina. Os EE ensinará os conhecimentos, mas deixará de alterar a estrutura de formação pessoal. Esperamos que os testes psicológicos tragam as melhores, as mais motivadas em trabalhar em equipe e com grau elevado em outros atributos. Para diferenciar mesmo e alterar a opinião da tropa em uma minoria das escalas de Sv, das Disp Saú, das Licenças e demais situações que podem acontecer propositadamente. Encerrando com desejo de sucesso sempre ao sangue novo da tropa. Hipo.

claudio jose linhares viana linhares viana disse...

Senhores a previsão é de que as militares ocupem as funções nos quartéis e os militares as funções nas operações, destacamentos, obras, manobras, seja lá qual nome usado para as atividades fora dos quartéis e unidades. Acredito que uma equipe de topografia possa ter uma mulher na chefia ou comando ou liderança. Mas quero ver isso num planialtimetrico lá na BR 163 ou BR 230 no Pará. Não estou desacreditando, mas para todas as funções não vai dá certo. Tenho certeza vai sobrar para alguém. E já vou adiantar se cruzar comigo e estiver com uma esfera armilar terá as mesmas responsabilidades.

Anônimo disse...

Pobre de quem é desprovido dos mais finos dotes de beleza e de atributos físicos. Se já são torrados no conceito pelos roscas de plantão, imagine agora.

claudio jose linhares viana linhares viana disse...

Sem dúvida eu contrataria mulheres para algumas funções desempenhadas por homens para minha empresa. Mas se tratando delas como militares e dos que já existem e conheço, acredito que estas senhoras ocuparão as funções nas unidades ou quartéis e os senhores serão responsabilizados pelas funções nas missões, operações, destacamentos, obras ou manobras seja lá qual for a denominação. Sei que a mulher é capaz de comandar, chefiar, liderar ou persuadir uma equipe. Mas quero ver isso num planialtimetrico da BR 163 ou da BR 230, lá nos confins do Pará ou do Amazonas. Quero ver elas responsáveis pelos serviços de topografia, transportando nos ombros um tripé, estação total, marreta e piquete, depois de ter escolhido por onde descer ou subir um talude de 20 m de altura. Se cruzar comigo e possuir um esfera Esfera Armilar como insígnia terá as mesmas responsabilidades. Não há necessidade de generalizar!

Anônimo disse...

Não compare aquele bandão de mulheres Tmpr, compromisso zero com a instituição e consigo mesmas com estas Of de carreira bélicas. Aquelas não querem nada com nada e vivem aplicando golpes; estas são profissionais qualificadas, até mesmo porque são concursadas.
Basta verem as Sgts de carreira, elas são profissionais e dedicadas.

Anônimo disse...

Vendo uma reportagem em jornal na TV, não pude deixar de ficar penalizado com a situação de um senhor, com seus quase 50 anos, que foi despedido e estava aceitando qualquer emprego mesmo com salários baixos. Ele ocupava cargo de gerente em uma empresa grande com salário acima dos cinco mil.Assim como ele, milhares foram colocados na rua e vivem o desespero de manter a família. É aí que entra a opção para ser militar, ganhar um salário razoável apesar de não ter todos os direitos dos civis,uma estabilidade e, como muito estão fazendo, dar um tempo enquanto se preparam melhor fazendo uma faculdade particular e posteriormente fazer concursos para uma carreira melhor. Pelo menos, essas candidatas estão pensando em um futuro melhor.

daniel c disse...

Para quem gosta de mulheres nas FAs vou descrever meu sofrimento: Fui tratar de um dente no Hospital de base e lá A TEN dentista decidiu fazer uma sutura na gengiva para ver a raiz do dente pois o aparelho de raio X estava quebrado. No meio da sutura(corte), tocou uma sirene e lá foi a Ten se apresentar em forma. Passada meia hora voltou um sgt dizendo-me que a Ten tinha passado mal na formatura por causa do sol quente e foi dispensada. Me dispensaram com a boca anestesiada e com o corte aberto e com uma recomendação para ir o mais rápido a um posto de saúde do SUS. Depois fiquei sabendo que a Ten dentista em serviço não precisava se apresentar à formatura. (A Ten era uma Mané)

Anônimo disse...

Muito bom aumentar o efetivo feminino nas FA... tive uma boa experiência em todos os lugares em que trabalhei antes de entrar no EB, nos quais, possuíam mulheres e atualmente, tenho na minha OM várias colegas de farda. Nota-se, que com a presença delas, o ambiente de trabalho fica mais aprazível e aumenta o nível do diálogo dos cuecas... neguinho fala menos "m@*&@" quando tem mulher por perto e também não fica pagando de rambo operacional pra não parecer boçal. O nível das FA vai aumentar.

Anônimo disse...

Parabéns jovens, sejam bem-vidas à caserna.
Apoiamos a entradas de vocês na Força e achamos que só tende a melhorar com reação às ordens.

Att. Sgt Inf/05

Anônimo disse...

A concorrência é alta, pois o desemprego está grande no Brasil, na era Lula, se prorrogavam as inscrições para haver alguma concorrência, pois ninguém queria entrar nas FA. Quanto a cordialidade dos chefes em relação a elas, a culpa é das Estrelas, pois elas são militares iguais a nós, se eles tratam desigualmente, e e existe um tal de MPF, denunciem. Pois a vida privada não deve entrar dentro dos muros dos quartéis.

Cel Kena

Anônimo disse...

Sou oficial temporario da area de saude, me arrependo de ter entrado no serviço obrigatorio e ter ficado mais um ano e não indicaria jamais minhas filhas a entrar em uma instituição falida, onde não se tem apoio da chefia e sem qualquer direito a nada. Uma vergonha, por isso to indo embora no inicio do ano...

Anônimo disse...

Pelo que vi em alguns comentários acima seria melhor acabar com os "praças" nas FA, quem sabe assim alguns oficiais comecem a trabalhar e saiam do Face durante todo o expediente. Se assim fosse, não existiria aviação do exército.
SGT de Aviação

Anônimo disse...

Mulheres nas FFAA não deveriam ser militares e sim servidoras civis com ainda existem alguns cargos neste sentido. Pois mulheres com farda e com posto ou graduação, ganhando as mesmas coisas que os homens, mas não querendo fazer as mesmas coisas por alegar ser mulheres não acho que isso dá certo. Apartir do momento que uma mulher fazer TAF, TFM, TAT, PPM, Tirar serviço, ir para missões e campo igualzinho ao homem sem nenhuma diferença de quantidade e regalias ai eu concordo em mulher ser militar. Fora isso na minha opinião não acho justo uma mulher ganhar igual a mim sem fazer as mesmas coisas, por isso defendo que as mulheres deveriam ser servidoras civis, não usariam fardas, não tirariam serviço de guarda, campo, missões e não teriamos choro na orelha, pois é o que eu mais vejo nas OMs no Brasil onde se tem mulher...

Anônimo disse...

Meus pêsames girls kkkk...

Anônimo disse...

Confirma que nosso EB não esta pensando em preparo para conflito algum, nem mesmo interno. Também mostra que as FFAA são um cabide de emprego em tempos de vacas magras.

Anônimo disse...

Já vai tarde! É falta de adeus???

Anônimo disse...

A crise faz qualquer vaga de emprego ou concursos ficarem concorridos, mesmos para aqueles de baixa qualidade Rsrs

Anônimo disse...

Praças chorões...?!? ahm?? vai aprender a fazer teu próprio livro, seu sugador do sistema!

Anônimo disse...

Por gentileza publicar ai Montedo

Esse assunto importantíssimo
https://www.stm.jus.br/informacao/agencia-de-noticias/item/6740-direito-militar-e-tema-de-palestra-e-integra-grade-curricular-da-escola-de-aperfeicoamento-de-sargentos-do-exercito

Anônimo disse...

Propaganda enganosa, em todos os sentidos!!!

2º Sgt Mat Bel disse...

Servi com mulheres no depósito de suprimento e considero-as bem trabalhadoras. as 3º sargento tiravam apenas permanência e não comandante da guarda, pois não haviam instalações, as oficiais(dentista, veterinária e engenheira) tiravam oficial de dia, ou pagavam o serviço. Sei de OM em que são mais "protegidas", mas onde servi o percentual de acochambração (algumas sim acochambravam e aproveitavam do fato de serem mulheres) era muito baixo, assim como temos companheiros que acochambram.
Quando servi na infantaria haviam apenas mulheres no Quadro de Saúde, e não sei opinar.
No mais, tudo depende do interesse e do caráter do militar, seja homem ou mulher.

Desejo às mulheres boa sorte na caserna, principalmente às praças de Mat Bel, nas manutenções dos obuseiros, carros de combate e armamentos, nos apoios aos tiros etc.


sgt ESA disse...

QUANTO AOS "GOLPES" QUE OS COMPANHEIROS FALAM DE ESCALA DE SERVIÇO,

digo que dificilmente uma sargento vai se beneficiar do fato de engravidar na tropa, pois esses 10m de gravidez, mais 6m de licença maternidade é pouco se levar em consideração os 8a (média) de 3º sgt e mais os 16a de 2º sgt e 1º sgt em que tiramos serviço de guarda; fora que há lugares em que os subtenentes também tiram serviços e apos 28a de serviçose saírem QAO também poderão tirar serviços

abraços

Anônimo disse...

Porque é pura mamata pra elas, apadrinhamento das temporárias e acochambração geral, ou seja, dinheiro que vem facil...

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