28 de março de 2015

Fortaleza: mulher de subtenente do Exército falta reconstituição de crime.

Subtenente Francilewdo
CASO SUBTENENTE
Com tendinite no joelho, Cristiane Renata disse que deveria ficar em repouso por dez dias. Francilewdo Bezerra Severino falou sobre a acusação de envenenamento do filho

Redação O POVO Online com informações do repórter Thiago Paiva
A mulher do subtenente do Exército Francilewdo Bezerra Severino, Cristiane Renata, não compareceu à reconstituição do envenenamento do menino Lewdo Ricardo, na manhã desta sexta-feira, 27. Uma nova reconstituição do crime foi marcada para às 10 horas do dia 8 de abril, na residência do casal, no Dias Macedo.
Segundo a Polícia, Cristiane enviou um documento, por meio do advogado Paulo Quezado, informando problemas de saúde. Por conta de uma tendinite no joelho, ela deverá ficar em repouso durante dez dias. A segunda reconstituição do crime deveria ocorrer nesta manhã, na casa do casal, onde o menino foi morto.
Acompanhado do pai e da mãe, o subtenente foi à reconstituição e falou rapidamente com a imprensa. “O primeiro depoimento que eu prestei foi na UTI de um hospital, depois participei com o abdômen aberto, porque eu quero descobrir quem matou meu filho. Ela não comparece por causa de uma tendinite”, disse.
Na primeira reconstituição do caso, realizada no dia 22 de dezembro, Cristiane Coelho sustentou a versão de assassinato seguido de tentativa de suicídio cometido pelo militar. Francilewdo Bezerra acusou a esposa de tentativa de homicídio e assassinato do filho de 9 anos.
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Relembre os fatos:
Dia 11/11. O subtenente Francilewdo Bezerra Severino foi autuado em flagrante, pois teria envenenado e matado o próprio filho, após agredir a esposa. Ele teria obrigado a mulher a ingerir uma overdose de medicamentos, fazendo o mesmo, em seguida, numa tentativa de suicídio. Autuado em flagrante por homicídio, lesão corporal e pela Lei Maria da Penha no 11º DP, no Panamericano, ele é mantido sob escolta no Hospital Geral do Exército Brasileiro.

Dia 12/11/2014. Caso é transferido para o 16º DP e a Polícia descobre que a página do militar na rede social Facebook, onde ele teria publicado um depoimento informando que cometeria os crimes, foi atualizada em um momento em que ele já estava em coma. Celular do subtenente estava com a esposa, que viajou para Recife (PE), sua cidade natal, onde o filho Lewdo Ricardo Coelho Severino foi enterrado.

Dia 18/11/2014. A Polícia descobre que o garoto de 9 anos teria ingerido veneno para ratos (chumbinho), ao invés de remédios.

Dia 19/11/2014. Cristiane Renata Coelho, 41, mantém a versão de que ela teria sido obrigada pelo marido a ingerir uma alta dosagem de medicamento tarja preta, assim como o filho do casal que morreu.

Dia 20/11/2014. Francilewdo Bezerra Severino acorda do coma induzido, mas ainda está inconsciente.

Dia 24/11/2014. Francilewdo Bezerra Severino começa a recuperar a consciência. Polícia aguarda laudo médico para ouvir o militar.

Dia 28/11/2014. Francilewdo Bezerra Severino presta depoimento de quatro horas à Polícia, no Hospital Geral do Exército Brasileiro. Durante o interrogatório, ele nega as acusações de que teria envenenado e matado o próprio filho, de 9 anos, e espancado a esposa.

Dia 03/12/2014. Francilewdo Bezerra Severino tem prisão preventiva revogada pela Justiça.

Dia 12/12/2014. Internado há mais de um mês após ingestão de veneno para ratos (conhecido como “chumbinho”), o subtenente recebe alta médica.

Dia 22/12/2014. Francilewdo Bezerra Severino e sua mulher, Cristiane Renata Coelho, trocam acusações durante acareação no 16° Distrito Policial. Primeira reconstituição do crime é realizada na casa do casal, no bairro Dias Macedo.

Dia 27/03/2015. Segunda reconstituição do crime é cancelada após mãe da criança alegar repouso médico.
O POVO/montedo.com

3 comentários:

Anônimo disse...

A crueldade humana não tem limites.Pessoas com mente criminosa não medem esforços para tentar o crime perfeito e, geralmente, só por um punhado de dinheiro, aposentadoria, herança e, as vezes somente ciúme doentio.Felizmente, a polícia com todas as dificuldades estruturais e de pessoal ainda conseguem desvendar esses mistérios.

Anônimo disse...

Recordo-me das primeiras informações sobre o caso. Não faltaram vozes para incriminar o S Ten.... Sem direito à resposta, foi massacrado, covardemente. Quando ouvido, a história muda o curso. De algoz, parece que agora vítima. É por isso que afirmo: Deus me permita sempre viver numa sociedade onde se respeite o contraditório e a ampla defesa, pois foste o Senhor o primeiro a nos mostrar que devemos ouvir aquele sobre o qual recai alguma conduta desabonadora quando questionou Adão sobre o que tinha feito.
Sempre, sempre e sempre!!!!!


Anônimo disse...

Nunca tive dúvidas da inocência do Sub Ten, servi com ele durante 4 anos e ele nunca seria capaz de uma covardia como essa e principalmente contra o próprio filho.

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