12 de março de 2015

Soldado que matou colega no quartel sai da cadeia.

Justiça Militar concedeu liberdade provisória ao acusado na última terça-feira
Soldado que matou colega no quartel sai da cadeia Gabriel Haesbaert/Especial
Foto: Gabriel Haesbaert / Especial
Lizie Antonello
lizie.antonello@diariosm.com.br
O ex-soldado do Exército, Raziel dos Santos, 19 anos, deixou a cela que ocupava em uma unidade militar de Santa Maria na tarde da última terça-feira. Ele é acusado de matar o colega de quartel Roger Lazaretti Rodrigues, 18, com um tiro de fuzil na cabeça no dia 6 de novembro do ano passado dentro do Regimento Mallet.
A Justiça Militar concedeu liberdade provisória ao réu na terça-feira. Em audiência pública, o Conselho Especial de Justiça, que conduz o processo, decidiu, por quatro votos a um, conceder a liberdade provisória ao acusado. Para a maioria dos integrantes do conselho, não havia mais os requisitos previstos no artigo 255 do Código de Processo Penal Militar para manter a prisão preventiva (garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal, periculosidade do indiciado ou acusado, segurança da aplicação da lei penal militar e exigência da manutenção das normas ou princípios de hierarquia e disciplina militares, quando ficarem ameaçados ou atingidos com a liberdade do indiciado ou acusado).
No dia 15 de dezembro, o Conselho de Justiça havia negado, por unanimidade, o pedido de liberdade provisória feito pela Defensoria Pública do Estado que defende o réu. À época, o conselho entendeu que ainda era recente o crime, e que a liberdade do réu poderia interferir no andamento do processo que estava no início _ haviam diligências a serem feitas e testemunhas a serem ouvidas. Além disso, a liberdade representaria uma espécie de sensação de impunidade que poderia ameaçar os preceitos de hierarquia e disciplina militares.
Leia também:
Soldado é morto com tiro dentro do quartel do Exército no RS.
MPM denuncia soldado do Exército por homicídio triplamente qualificado na morte de colega no RS.
RS: soldado matou colega porque ele negou um cigarro, diz MPM.
RS: soldado diz que estava 'brincando' quando matou colega.
Em 6 de março, o defensor público federal José Luiz Kaltbach Lemos fez novo pedido, deferido agora pela justiça. Passados mais de quatro meses do crime, a maioria dos integrantes do conselho reviu a decisão considerando que a hierarquia e disciplina já foram restabelecidas e que o réu não poderia mais interferir no andamento do processo, já que falta ouvir apenas uma testemunha de acusação.
Raziel foi denunciado pelo Ministério Público Militar por homicídio doloso (quando há intenção de matar) qualificado por motivo fútil, por dificultar a defesa da vítima e por estar em serviço e utilizar-se disso no momento do crime. Em interrogatório na 3ª Auditoria Militar Federal, no dia 15 de dezembro, Raziel admitiu ter efetuado o disparado mas disse que estava brincando com a arma e não teve a intenção de matar o colega.
O MPM não irá recorrer da decisão. Segundo o procurador Osmar Machado Fernandes, a regra é que o réu responda em liberdade, mesmo tratando-se de crime doloso. O procurador também acredita que não existem mais os requisitos que manteriam a prisão do réu.
Por já ter cumprido serviço militar obrigatório no Exército _ ele ingressou em março de 2014 e o prazo é de um ano _, Raziel deve ser dispensado nos próximos dias. Por enquanto, ele continua executando atividades no Regimento Mallet.
DIÁRIO DE SANTA MARIA/montedo.com

4 comentários:

Anônimo disse...

Boa noite. Muita informação e até agora o prezado amigo ainda não postou nada sobre a promoção do QE a primeiro sargento. Solicito ao companheiro alguma postagem sobre o assunto.

Anônimo disse...

Como sempre .... os militares sempre correm atrás de interesses pessoais. Mas quando o direito é do outro, a coisa não anda. veja o primeiro comentário.

Pesquise, procure na NET, pergunte no FACE, entre no site da Câmara, na presiência, nos sites do EB, etc .. a maioria age assim, tudo no 0800 ou seja sem trabalho. E quando sabem algo da caserna, não divulgam pra ninguem, guardam pra si.

Anônimo disse...

O meliante mata e fica solto para viver com sua sina. A vítima morre e deixa saudades e boas lembranças.Se Deus assim permitiu, o quê podemos fazer? Aceitar. A Lei dele não falha nunca!

Anônimo disse...

QE 1SGT? Assim tão fácil? Sem prestar concurso, sem curso de aperfeiçoamento, sem se preocupar com TAF, TAT, conceito, sem nunca ter feito uma sindicância, sem nunca ter dado uma instrução, a vida toda de caserna sem assumir certas responsabilidades porque não fizeram escola, e não podendo realizar certas tarefas porque não são cabos, sem falar na escala de serviço, que lhes e estranha porque são "velhos"...parem de politicagem e sejam gratos por terem sido acolhidos por essa instituição chamada EB, sem concurso e por predileção de um ou outro chefe militar ou cmt de OM. Não se trata de recalque senhores, e sim quebra na hierarquia, pois Sgt QE que era cabo a pouco tempo, já saiu 2Sgt por "antiguidade" antes de Sgt de escola bem mais antigo... O que aconteceria se promovessem os QAO com tempo inferior ao tempo exigido no posto para os Ten de AMAN? Na minha opinião, independente da função ou tempo de serviço do QE, alguém fora da forca apadrinhou essa causa e demonstra desrespeito e falta de conhecimento sobre hierarquia militar.

Arquivo do blog

Compartilhar no WhatsApp
Real Time Web Analytics