18 de janeiro de 2017

Crise carcerária: secretário não vê necessidade das Forças Armadas nos presídios gaúchos

Schirmer não vê necessidade das Forças Armadas nos presídios do RS
Para o secretário da Segurança, situação está sob controle no momento
Por: Rádio Gaúcha e Zero Hora
Porto Alegre (RS) - O secretário estadual de Segurança, Cezar Schirmer, não vê necessidade de as Forças Armadas atuarem nos presídios gaúchos — possibilidade oferecida pelo presidente Michel Temer na terça-feira. Em entrevista ao Estúdio Gaúcha nessa terça-feira, ele informou que vai dizer ao governador José Ivo Sartori que, pelo menos neste momento, a situação está sob controle nos presídios gaúchos.
Schirmer reforçou que a necessidade maior das Forças Armadas é atuar nos mais de dois mil quilômetros de fronteira do Estado para coibir a entrada de drogas e armas. Essa parceria já ocorre, mas ele defende que precisa ser ampliada. Esse pedido foi enfatizado na primeira reunião do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, com secretários estaduais da área de segurança ocorrida na terça-feira.
No ano passado, o governo gaúcho e o Exército já haviam feito um acordo para que os militares federais colaborassem com barreiras e ajuda aos brigadianos em ações periódicas em Porto Alegre, em bairros como Guarujá, Serraria e Santa Tereza, além dos parques, como a Redenção. Para 2017, havia expectativa de que essa parceria pudesse ser ampliada e executada em outras cidades gaúchas que contam com quartéis como Santa Maria, Rio Grande, Pelotas, Caxias do Sul e São Leopoldo.
A decisão de o governo ceder militares para os Estados foi publicada na edição desta quarta-feira do Diário Oficial da União. No entanto, para que eles sejam mesmo enviados depende do aval dos governadores.
As Forças Armadas não vão lidar com os presos — esse papel vai continuar com as polícias e com os agentes penitenciários. Os militares irão entrar nos presídios para fazer inspeções de rotina e buscar materiais proibidos.
Uma série de encontros estão ocorrendo nesta semana para tratar da crise na área de segurança. A reunião da manhã de terça-feira entre Moraes e secretários se estendeu por quase três horas e discutiu aspectos gerais do Plano Nacional de Segurança.
Um dos poucos pontos concretos apresentados até o momento trata de uma força-tarefa de combate a homicídios e violência contra a mulher. Em fevereiro, serão implementados núcleos de inteligência em três capitais: Porto Alegre, Aracaju (SE) e Natal (RN). Schirmer não adiantou detalhes sobre a ação integrada com as forças estaduais.
Na conversa com Moraes, o secretário sugeriu que cada unidade da federação trate em separado com o governo federal as ações para implementar as medidas de combate à criminalidade.
Zero Hora/montedo.com

4 comentários:

Anônimo disse...

Não querem admitir a falência total e incapacidade administrativa e pedir a única solução: intervenção federal.

Paulo disse...

Essa cambada "não dá o braço a torcer"! Perderam o controle, sim, então precisam das FFAA. O problema é a vaidade.

Anônimo disse...

Quando pedem ajuda vcs reclamam, SEVERINOS!
Quando dizem que não precisa vcs reclamam, eles são vaidosos!
Me ajuda ai!!!!!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

Eles só chamam os "severinos" quando já parece não haver jeito, quando a burrice já fez muito estrago. Todos se venderam para os corruptos, encheram o bolso de dinheiro, acabaram perdendo o controle e agora têm de chamar o Exército. É simples, "né"?! Um bocado de governadores, maus administradores, precisando de Brasília. Para que se candidataram, então? A resposta eu sei, não precisam responder, não.

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