19 de janeiro de 2017

MPM denuncia quatro oficiais do Exército por fraude em licitações no hospital militar do Recife

PJM RECIFE DENUNCIA MILITARES E EMPRESAS ENVOLVIDOS EM FRAUDES EM PROCEDIMENTOS LICITATÓRIOS NO HMAR
Recebida a denúncia oferecida pela Procuradoria de Justiça Militar no Recife contra um tenente-coronel, três militares da reserva remunerada do Exército (um coronel, um 1º tenente e um capitão) e 10 civis envolvidos em fraudes em procedimentos licitatórios para a aquisição de bens para o Hospital Militar de Área do Recife (HMAR). As irregularidades identificadas totalizam aproximadamente R$ 2.milhões.
Para auxiliar nas investigações, o Ministério Público Militar requisitou uma auditoria à 7ª Inspetoria de Contabilidade e Finanças do Exército (7ª ICFEx) com a finalidade de averiguar a regularidade nos contratos firmados com o HMAR. O relatório constatou que, ao longo de 2007, oito empresas envolvidas no esquema fraudulento emitiram notas fiscais para justificar o recebimento dos valores pagos pela organização militar por itens não entregues.
Grande parte dos procedimentos licitatórios irregulares versavam sobre a aquisição de materiais de expediente e de informática. O relatório de auditoria da 7ª ICFEx atestou que as quantidades de materiais de informática adquiridos eram absolutamente incompatíveis com a necessidade do HMAR. No período, foram adquiridos, entre outros, 561 teclados para computadores, 437 estabilizadores de tensão, 675 processadores, 655 placas-mãe. Contudo, o parque computacional do hospital é composto por apenas 98 computadores, 10 notebooks e 26 impressoras. Outro fato que demonstra a fraude praticada pelos denunciados é a aquisição de suprimentos de informática incompatíveis com os equipamentos existentes no HMAR.
Também foi demonstrado que os militares atestavam o recebimento de mercadorias inexistentes e incluíam o material no patrimônio para, em seguida, ser desrelacionado, como se tivesse sido efetivamente usado pelos setores. Verificou-se ainda que os militares envolvidos deixaram de utilizar os sistemas SISCOFIS e SIMATEX e que o Relatório de Movimentação do Almoxarifado (RMA), assim como o Relatório de Movimentação de Bens Móveis (RMB) não estavam arquivados, tudo com a finalidade de impedir a fiscalização dos procedimentos licitatórios e garantir o sucesso da empreitada delituosa.
Com a quebra do sigilo bancário dos denunciados, foi possível identificar a a transferência direta de valores das contas das empresas envolvidas nas irregularidades para a conta-corrente de um dos militares denunciados, no montante de R$ 168 mil. Ressalte-se que boa parte dos recursos obtidos era repassado em espécie, justamente com a finalidade de encobrir a fraude.
Todos os envolvidos foram denunciados pela prática reiterada de estelionato, previsto no art. 251 do Código Penal Militar. De acordo com o MPM, considerando apenas os militares, o tenente-coronel e o capitão incorreram no crime 70 vezes, o coronel, 23 vezes, e o tenente, 10 vezes.
MPM/montedo.com

13 comentários:

Anônimo disse...

Mentira. Isso é tudo mentira. No EB só existem homens de bem. Nunca um oficial ou um praça fariam isso. Não existe corrupção no EB. Kkkkkkkkkkkk

Anônimo disse...

Ihhh...isso está claro que foi química! E se entenderem química como fraudes em licitações, prendam o eb todo, é muito recorrente! Segura agora Cmt, paladino da legalidade e outros!

Anônimo disse...

Os vampiros atacando....

Anônimo disse...

Montedo Parabéns!
Peço por gentileza que publique o link original,pois tem gente que é igual ao marido traido não acredita que a justiça está chegando no EB,ai tem outros que ficam querendo justificar fraudes com ``quimica do bem`` ou inbroglios da Administração Pública.

Anônimo disse...

Corrupção existe em qualquer lugar do mundo. No nosso País o que tem que acabar é a certeza da impunidade dos políticos. E o corporativismo de algumas classes. Uma fruta podre não pode estragar o restante da caixa. Simplesmente tira-se a fruta podre.

Anônimo disse...

Parabéns aos militares da 7ª ICFEx, pela criteriosa inspeção levada a cabo. Na sua área de jurisdição, os mal intencionados vão pensar duas vezes antes de cometer algum ilícito.

keko marques disse...

Poderia colocar os nomes dos bois ...

Fernando Carvalho disse...

Cadê os nomes deles?

Anônimo disse...

A culpa foi do cabo do almoxarifado.

Anônimo disse...

As icfexs nunca orientam nada, só vão nas oms para receberem diárias! Segundo a Lei as ifcexs também são responsáveis por improbidades nas ugs de sua responsabilidade!

Anônimo disse...

Hipócrita, queria conhece lo, para apontar suas ação ou omissão em químicas!

Ricardo Lopes disse...

👏👏👏👏👏

Anônimo disse...

Vai cair mais gente

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