21 de dezembro de 2016

Marinha recua e libera uso de área na orla turística no centro do Rio

DO RIO
A Marinha recuou e retirou na manhã desta quarta-feira (21) as grades de parte da Orla Conde, passeio público a beira-mar que se tornou atrativo turístico do centro do Rio nos Jogos Olímpicos de 2016. O isolamento da área havia gerado impasse entre a Marinha e a gestão Eduardo Paes (PMDB).
A decisão ocorre depois da repercussão negativa de que a área havia sido isolada. Em nota, a Marinha afirmou que, após apelo do prefeito eleito Marcelo Crivella (PRB) decidiu liberar o acesso. Contudo, diz o órgão, as grades serão mantidas na beira do mar para garantir a segurança dos transeuntes.
O isolamento com grades de parte do passeio público a beira-mar abriu uma disputa entre a Marinha e a Prefeitura do Rio de Janeiro. Segundo a administração municipal, a Marinha tratava como sendo dela esse espaço da zona portuária que é público e vai da praça Mauá, onde estão as instalações do Museu do Amanhã, até a Candelária. Já a Marinha negou que a área fosse municipal e afirmou que a prefeitura descumprira acordos com a instituição.

ORLA CONDE
Extensão do Boulevard Olímpico, a Orla Conde faz parte dos projetos de revitalização da zona portuária feitos pela Prefeitura do Rio para os Jogos Olímpicos. Seu trecho final foi inaugurado em agosto. Até então, a área passara 250 anos nas mãos da Marinha.
Segundo a prefeitura, a Marinha havia se comprometido a liberar a área para a construção do passeio público. Receberia, em troca, obras no interior do 1º Distrito Naval, um novo restaurante e um estacionamento subterrâneo.
Ainda segundo a prefeitura, durante a Rio 2016, a área de estacionamento foi ocupada por um dos patrocinadores e devolvida depois dos Jogos. O espaço gradeado, que delimita a área de estacionamento, porém, avançou além da área do Distrito Naval e inviabilizou a utilização do novo equipamento urbano (espreguiçadeiras, mesas e bancos) pela população.
Já a Marinha nega que aquele trecho fizesse parte do acordo firmado antes dos Jogos. A área, diz, poderia ser utilizada como espaço de convivência somente durante a realização do evento. Depois disso, deveria ser devolvida à Marinha, com cercadura colonial nos limites originais. Os bancos e canteiros lá instalados deveriam ser removidos e a área só poderia servir de passagem.
Além disso, a Marinha diz que a contrapartida municipal não foi cumprida. Segundo o órgão, a reforma do refeitório está incompleta e a construção do estacionamento, paralisada. Ainda de acordo com a Marinha, as grades foram colocadas ali para proteger a população de queda no mar –o órgão diz ser responsável pela conservação, gestão e segurança de toda a área de passagem.
"A Marinha do Brasil solicitou à prefeitura que fizesse adaptações ao projeto urbanístico inicial, onde contemplasse a colocação de guarda-corpos em toda a extensão da Orla no lugar dos gradis provisórios", diz o órgão, em nota.
FOLHA/montedo.com

5 comentários:

Anônimo disse...

Por que só agora, José? Não viram antes que a área estava sendo utilizada para as construções? Apenas uma novelinha mexicana.

Anônimo disse...

Milico adora cercar as coisas e colocar um Cmt da guarda. Sem noção.

Marcelo Carvalho disse...

Quando o primeiro cadáver surgir, a Prefeitura dirá: é área militar, a responsabilidade é dá Marinha. Querem apostar ?

Anônimo disse...

http://www.sociedademilitar.com.br/wp/2016/12/temer-emite-medida-que-permite-que-militares-das-forcas-armadas-sejam-aproveitados-na-forca-nacional.html

Anônimo disse...

Alguém do 1° Distrito Naval, de olho nas verbas que poderiam ser obtidas com a construção do refeitório para os praças e o estacionamento subterrâneo, aceitou as condições da Prefeitura.
Agora, fazer o que? Aceitou, assinou, recebeu. . . Tem que se sujeitar aos acordos firmados.
Ademais, chega dessa baboseira de área militar extensa. O Rio é dos cariocas e a Marinha tem que dar a sua contribiuição.

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