19 de janeiro de 2016

Porque soldados que moram nos quartéis são chamados de laranjeiras?

Milico Ponderão também é cultura!!!
Só para situar os leitores civis, “laranjeira” é o militar que por algum motivo mora no quartel, ou seja, quando todos voltam pra casa diariamente após o toque de ordem, o laranjeira fica no quartel. É no quartel que ele come, bebe, dorme, toma banho (nem todos) assiste TV e etc...ele realmente mora no quartel. Na maioria das vezes o cara é laranjeira por ser de outra cidade e com isso ele só vai para casa da mamãe só nos finais de semana (isso se ele não pegar um serviço no final de semana).
Pois bem, agora vamos à explicação: os militares que moram nos quarteis são chamados de “laranjeiras” pois, como já dito acima, a maioria moram no interior e vão para as capitais ou cidades grandes para servir e reza a lenda que esses soldados iam pra casa (sítio) no final de semana e quando voltavam traziam sacos de laranjas para o seu mantimento durante a semana (mais pra ter um bizu no armário) ou até mesmo traziam laranjas para agradar alguns superiores. Por esse motivo, militares que moram no quartel são chamados até o dia de hoje de laranjeiras.
E você, já tinha escutado essa história? Conhece outra versão? Conta pra nós nos comentários.
Milico Ponderão/montedo.com

20 comentários:

Anônimo disse...

Sou da reserva da Marinha e lá o militar que mora a bordo dos navios ou em quartéis é chamado de "Mexilhão" ou "Crônico". Mexilhão porque é assim chamado aquele molusco que fica grudado nas pedras e também em cascos de navios, porém, quando em contato com a água doce ele se solta com facilidade. E Crônico deve ser pelo fato do cara ficar muito tempo sem se ausentar e fica só na rotina do serviço, e depois para o beliche.

dario da silva disse...

Na Marinha do Brasil nós chamamos de mexilhão devido ao molusco que se agarra ao casco do Navio e não sai fácil, igual ao militar, kkkkkkk.

Anônimo disse...

Aqui no Rio de Janeiro também são conhecidos como percevejos.

Garivaldino Ferraz - Brasília disse...

No meu tempo de Soldado, no velho 12º RC Mec (quando ainda em Porto Alegre/RS) os residentes no Quartel (e eu era um deles) eram chamados de "Ratão". Não sei o motivo, mas era assim. E havia muitos!

Anônimo disse...

Ratão por estar sempre procurando alguma coisinha extra no rancho, para lanche.

Anônimo disse...

Na AvEx, são os "ratazanas".

Anônimo disse...

Fui laranjeira muito tempo. É uma prática muito comum ainda hoje, principalmente entre os 3º Sargentos. Na minha OM atual, o Comandante reservou um alojamento só para eles, e é "bizurado".

Poder Digitativo. disse...

Na AMAN, é chamado de cadete.

Anônimo disse...

Na AMAN chama-se Cadete? E na EsSA?

Renan disse...

É só abrir o armário de um laranjeira pra compreender o apelido. Tem sempre algumas laranjas lá dentro. Não precisa refrigeração pra manter como mantimento durante a semana. No sábado volta no mercado pra comprar mais laranjas. E assim segue a vida do laranjeira.

Fabrizio disse...

Acho que não entenderam a ironia do Poder Digitativo. Os cadetes automaticamente são Laranjeiras.

Anônimo disse...

Morar no quartel é até bom pelo lado econômico e financeiro, mas existe um ditado muito antigo e que é pura verdade: "Militar no quartel sem está de efetivo serviço, é faxina ou cadeia"!

Unknown disse...

Quando servi no 9º BIMtz, também chamavam os que moravam no quartel de "RATÃO" devido os mesmos estarem sempre procurando algo pra comer e se escondendo pra não pegarem missão fora do horário do esxpediente.

Anônimo disse...

Com o Sistema de Movimentações do Exército que está sempre transferindo o Militar para onde ele não quer ir, o que vemos hoje é além de Cabos e Soldados Laranjeiras, são muitos os Oficiais e Sargentos que são transferidos a revelia e com isso chegam em suas novas Guarnições e preferem ficar morando no Quartel do que alugar um imóvel na Guarnição.

Anônimo disse...

Fui laranjeira por imposição. Do nordeste, fazendo curso em escola militar no interior de São Paulo, sem parentes na região. Na época não tinha essa facilidade de poder sair após o expediente e usar roupas civis. Só nos finais de semana e ainda tinha que vestir a farda chique(5ºA)para sair.Na cidade, alugava-se armários para trocar a roupa.Enriqueceu alguns. Dinheiro contado, guardado com muito cuidado para comprar as passagens de ônibus nas férias para matar a saudade da família e assumir o "posto" temporário com a namorada(kk). Três dias de ida e mais três de volta.No armário, sempre alguma fruta da época servida no rancho e biscoitos.Faltar ao "broxante" servido a noite, nem pensar. Aos amigos, quebrava galho, tirando serviços nos finais de semana, nada de PG. Foram dois anos de muito sufoco e muito aprendizado.Ainda tinha o desafio de escapar de alguma "armadilha" das meninas da cidade que procuravam um casamento, mesmo contra a vontade.kkkk. Foi divertido.

Anônimo disse...

ao Anônimo Anônimo de 19 de janeiro de 2016 20:17 que disse... Na AMAN chama-se Cadete? E na EsSA?

Na EsSA é Aluno, Ue

Anônimo disse...

Não sei como é atualmente, mas quando eu ingressei na Marinha, na EAM-CE em 1974, o regime era de internato. Ficávamos a semana inteira na Escola, só saíamos na sexta e o regresso era doningo às 21:00 hs.

Anônimo disse...

Interessante explicação. Na OM onde sirvo, o Aloj do Sgt "Laranjeiras" é melhor q o dos Oficiais Superiores.

Anônimo disse...

Ouvi uma outra explicação.
Existiria no Rio de Janeiro um quartel cuja frente era tomada por laranjeiras,e os militares que moram no quartel, assim como aquelas laranjeiras, nunca saíam do quartel. Ao fim expedientes, todos iam para casa, menos as laranjeiras (óbvio) e os residentes no quartel.

Anônimo disse...

Segundo me contou meu tio, já falecido, coronel artilheiro, cadete da Escola Militar do Realengo, a escola era cercada de laranjais, assim, nas folgas os cadetes do Sul ou do Nordeste que não podiam ir para casa em um país onde o transporte era marítimo ou ferroviário permaneciam na Escola, assim como as laranjeiras.
Me contou também que os tenentes instrutores desfilavam pela escola com botas de montaria e esporas, pareciam frangos no terreiro, assim eram chamados de frangos.

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