27 de março de 2017

MS: Exército rejeita parte de asfalto para recapeamento de ruas em Campo Grande



Exército rejeita parte do asfalto produzido para recapear quatro vias
Material passa por testes e nem sai da fábrica quando qualidade está aquém do ideal
Anahi Zurutuza
Campo Grande (MS) - Parte do material que foi produzido para o recapeamento das quatro vias que formam o corredor sudoeste do transporte coletivo em Campo Grande, foi rejeitado por técnicos do Exército, responsável pela obra. A massa asfáltica é testada antes de sair da fábrica.
De acordo com o tenente-coronel Ronaldo Matias Soares, comandante do 9º Batalhão de Engenharia de Construção de Cuiabá (MT), desde que a obra começou, no dia 13 de fevereiro, já consumiu cerca de 40 caminhões de asfalto. A parte do material rejeitado é equivalente ao conteúdo de três carregamentos.
“O material passa por testes e se não está em conformidade nem vem para a obra. Não foi aplicado”, garantiu o coronel.
Para o coronel, o excesso de chuva atrapalhou a produção. “A massa é composto do betume (derivado do petróleo) e o agregado (pedra brita). Estamos num período bem chuvoso em Campo Grande e o problema se deu justamente no grau de umidade do agregado”.
O capitão Filipe Almeida Corrêa do Nascimento, que é engenheiro, explica ainda que sempre que uma obra é planejada, estima-se o desperdício de material. “Geralmente, a margem de perda é de 5%”.
Os 40 caminhões de asfalto foram usados no recape de 10,5 mil metros quadrados da traves Guia Lopes e trechos da rua Brilhante. O Exército gastou até agora R$ 110 mil na compra do material.

Fabricante
Paulo Alvarez, o dono da Usimix, fornecedora do asfalto, explica que a própria empresa faz controle rigoroso da qualidade material produzido. Ele faz questão de explicar que até agora não houve devolução de caminhões com massa asfáltica, mas confirma que sempre que a massa asfáltica é reprovada nos testes, ela é descartada.
Alvarez lembra que a última leva de caminhões enviada para o recapeamento da rua Brilhante foi fiscalizada por ele mesmo. “Na terça-feira (23), enviamos dois caminhões para eles, eu mesmo liberei com a autorização do laboratorista deles”.

Etapas
O projeto prevê a troca do asfalto em 12 km. Além da travessa Guia Lopes e da rua Brilhante, as avenidas Bandeirantes e Marechal Deodoro também serão recapeadas. As quatro vias formam o corredor sudoeste do transporte coletivo.
O investimento total na revisão do sistema de drenagem e repavimentação é de R$ 24 milhões. O Exército será responsável pela execução direta de obras de R$ 17,1 milhões.
A obra está sendo feita por etapas e tem prazo de dois anos para ser concluída. A parte de drenagem só começará a ser feita em maio, com o fim das chuvas. Só depois desta fase que os cruzamentos e os acostamentos receberão asfalto novo.
Nas pistas que ficarão reservadas para os ônibus, o pavimento será diferente, de material mais resistente.
Campo Grande News/montedo.com

2 comentários:

Anônimo disse...

Com o envolvimento do EB em várias obras é necessário ficar esperto com a qualidade dos materiais. A imagem da instituição está em jogo. O famoso asfalto "lambe-lambe" que os prefeitos costumam usar e que sai na primeira chuva, mas com preços de primeira linha, é fonte de renda para muitos, pois as obras tem que ser refeitas constantemente. O brasileiro está desamparado. Não podemos confiar em ninguém. Não se confia na qualidade da pavimentação, da gasolina, da carne, do frango, da água mineral,dos medicamentos, etc, etc.

Anônimo disse...

Não se confia também no presidente...

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