29 de março de 2017

Tirrim, tirrim, alguém ligou pra mim!

Histórias de Quartel
Tirrim, tirrim, alguém ligou pra mim!

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Ruben Barcellos

Meu amigo tava no expediente e foi avisado, na sargenteação, que a ligação era pra ele. O soldado ainda avisou:
- Voz de mulher, sargento!
Ele atendeu. A galera na volta, só cuidando.
- Pois não, é o Rodrigues.
E do outro lado:
- Oi Rodrigues, eu moro quase na frente do quartel e tenho te visto passar por aqui...
E o meu amigo:
- Ah é?...em que posso ajudar?
Ela - Não preciso de ajuda, preciso só que olhes pra mim...
Ele, sentando - Me diz mais precisamente onde moras...
Ela, enternecendo mais a voz - Ah, tem uma casa verde na frente do quartel; depois uma com grade na frente; e no lado, uma com duas janelas e um balanço de pneu. É ali.
Ele, cruzando a perna e se sentindo - Ah, sim...gosto de balanço de pneu, gosto de balançar de qualquer jeito...
Ela, depois de um risinho abafado - tu tem me balançado nos últimos dias; adorei tua moto vermelha...
Ele, já ouvindo a música " ah, se eu te pego" - tá às ordens (se referindo à moto)...
Ela, mudando o tom de voz e fazendo o meu amigo voltar da lua: - Tu não tá reconhecendo a minha voz, sargento Carlos Augusto Rodrigues?
Ele, reconhecendo a voz da sua mulher - É claro, meu amor, só te dando corda!
Ela, achando que já sabia o bastante pra fazer da vida do Rodrigues um inferno:
- Quando tu chegar em casa a gente conversa mais!
E deu o tiro de misericórdia:
- Então tu gosta de balanço de pneu? Hoje tu vai balançar com vontade!
Meu amigo Rodrigues liga pra casa 10 minutos depois:
- Bah, tu não vai acreditá, fui boleado de serviço AGORA.
Do outro lado alguém desligou sem responder nem desejar "bom serviço"!
É como dizia minha vó: enquanto o relho sobe e desce, as costas folgam.

Um comentário:

Anônimo disse...

Eita! Pegou, tchê. Na minha época de novinho algumas "auxiliares" ou "colaboradoras do lar" como chamam hoje, descobriam o nosso telefone e ficavam armando encontros. Como tinha colega que não dispensava nem assombração, marcava encontro na cidade, dizia que ia com uma roupa e vestia outra. Ficava de longe pra ver a "paisagem" da mulher. Geralmente era só canhão. Hoje, elas querem só armar para ganhar pensão. Já vão grávidas para o encontro. Se o cara é casado, então, vira refém. Todo cuidado é pouco.

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