25 de junho de 2016

Menino salvo das ariranhas por sargento do Exército nos anos 1970 é preso pela PF por desvio milionário em fundação

O início e o fim de uma das histórias mais famosas de Brasília

Severino Motta
Quem nasceu ou mora há algum tempo em Brasília já ouviu falar na história do sargento Silvio Hollenbach.
Em 1977 ele passeava no zoológico da capital com seus filhos quando viu um garoto de 13 anos cair e ser atacado no fosso das ariranhas.
Ele se atirou no fosso e conseguiu salvar o garoto. Mas, morreu dias depois por infecção generalizada devido às mordidas dos animais.
Ele ganhou um busto no zoológico e sua história de heroísmo é uma das mais famosas de Brasília.
O menino que foi salvo, no entanto, nunca agradeceu aos familiares do sargento. Nem sequer um obrigado ou solidariedade com aqueles que perderam um pai para que um outro menino pudesse viver.
Hoje, a história e Brasília se reencontram.
O menino salvo pelo sargento chama-se Adilson Florêncio da Costa.
Vivo, pôde subir na vida e chegou ao cargo de diretor financeiro do Postalis.
Rico, foi preso hoje na operação Recomeço da Polícia Federal. Ele é suspeito de desvios milionários no fundo de pensão dos funcionários dos Correios, de surrupiar a aposentadoria de quem esperava descansar após uma vida de trabalho.
Veja (Radar Online)/montedo.com

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Nota do editor
O Sargento Sílvio Delmar Holenbach virou também nome da turma de 1977 da Escola de Sargentos das Armas (ESA). Foi um Herói com "H" maiúsculo, ao contrário de outros que andam por aí, lépidos e fagueiros, desfilando seu "heroísmo" em cima de indenizações milionárias.
Já o menino que foi salvo das ariranhas, o agora detento Adilson Florêncio da Costa, sempre recusou-se a falar sobre o assunto.

16 comentários:

Anônimo disse...

Um infeliz esse sujeito. Um ser humano ingrato.

Léo disse...

Com a mais absoluta das certezas afirmo que o Sargento Holenbach não morreu em vão.E por que não? Porque seus filhos têm motivos de sobra em afirmar que seu pai encerrou sua vida terrena defendendo seus princípios como ser humano. Uma estátua, Claro, cumpre seu símbolo.Mas a verdadeira simbologia está impregnada na alma dos grandes.Parabéns à Família, aos filhos pelo pai honrado que têm. Não foi uma atitude em vão.E quanto ao garoto ? Que o DEUS que tem tanta alegria da decisão maravilhosa do Sargento tenha misericórdia do lixo para quem ele deu sua própria vida.

Fabio da Cruz disse...

Muito boa sua observação.

Anônimo disse...

Mais uma prova de que não somos um país sério. No máximo, afirmo que sejamos um "projeto de sociedade, ainda sob rascunho".

Um indivíduo que coloca a sua vida em risco para salvar outra vida, perecendo nessa empreitada. E esse vida salva, resolve deixar muitas e muitas outras vidas sem o mínimo financeiro para se sustentarem na aposentadoria.

Em resumo: aqui, nessa "jabuticabada", dita país, mocinho é desconhecido ou mesmo tachado de bandido; e bandido vive nababescamente e ainda pode ser chamado de herói.

Simples assim.

Anônimo disse...

Morreu um cidadão de bem e ficou um mau sujeito e além disso, um ingrato, que ainda da prejuizos ao povo brasileiro. Que apodreça na cadeia.

Anônimo disse...

O companheiro das 08.55 de 25/06/16, disse tudo. Um país com poucas pessoas sérias. Estamos nessa situação difícil justamente por isso. Tem muito falcatrua atuando. Alguns saem de cena, entram outros. A polícia federal sempre vai ter muito trabalho. Quanto ao acidente do Sgt Silvio, sou da opinião de que qualquer animal selvagem deve estar em seu habitat natural. Se as ariranhas não estivessem lá, essa fatalidade não teria acontecido.

Garivaldino Ferraz - Brasília disse...

Excelente o ponto de vista do comentarista Leo (25 Jun - 01:29). Muitas vezes nos deixamos levar pelo lado negativo de um fato e esquecemos as coisas positivas.

Anônimo disse...

Um heroi é um heroi, mesmo se ele soubesse que o menino seria este crápula, ele o salvaria. Os herois deles "morreram todos de overdose".

Renaldo Vale de Queiroz disse...

Foi também nome da Turma de Sargentos Intendentes da EsIE/78.

Anônimo disse...

Como sempre diziam meus pais: "Cada uma dá o que tem". Nessa vida colhe-se o que planta. O sargento, infelizmente morreu, mas sua atitude serviu de exemplo e orgulho. Muitos jovens "sobem" na vida de maneira idêntica a esse diretor financeiro, não medindo esforços para enriquecer às custas do dinheiro de outros trabalhadores e, no final da carreira, como os envolvidos na Lava Jato, gastam toda a fortuna para pagar os advogados de defesa, multas, etc.

caaps disse...

O Sargento Holenbach é o exemplo dos Sargentos formados pelo Exercito Brasileiro: CORAJOSO E COM INICIATIVA! O menino salvo é o exemplo do que está acontecendo com os que escolhem os desvios de comportamento: ACABAM PRESOS!

Osvaldo Aires Bade - EducaOK disse...

Como se poderia saber que o cara iria virar comunista

Anônimo disse...

Na verdade o sujeito era tão despresível que nem as ariranhas queriam este traste, só não sabíamos na época.

Anônimo disse...

A culpa é do sgt, sempre!!!

Anônimo disse...

Ele foi Sgt do Corpo de Bombeiros, e não do Exército!

Hélio disse...

A primeira vez que tomei conhecimento deste fato foi 1983 aos quatorze anos, na revista veja, nesta época nem passava pela minha cabeça a ideia de ingressar no EB. Recordo que me emocionei demais, cheguei a chorar. Até hoje quando ouço esta história não consigo conter as lágrimas. Uma vez estava de Sgt de dia em um desses quarteis da vida no início dos anos 90 e à noite fui dar uma conferida nos armários do alojamento de ST/SGT, em um armário desocupado, encontrei um livro escrito por um Sargento contando toda a história do heroísmo do militar. Se não me engano o nome do autor do livro era um certo Sgt Erivelto. Se alguém puder confirmar eu agradeço. Li o livro no horário da permanência e mais uma vez fui às lágrimas.

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