18 de outubro de 2015

Exército reforça socorro aos atingidos pelas cheias nas ilhas de Porto Alegre

Atualização: 18 out (10h)

RS sob mau tempo
Caminhões ajudam a população levando mantimentos e oferecendo serviços de saúde
Exército reforça socorro aos atingidos pelas cheias nas ilhas de Porto Alegre Adriana Irion/Agência RBS
Adriana Irion
Desde o início da manhã deste sábado, equipes do exército se concentram na região das ilhas de Porto Alegre para ajudar os moradores. Devido ao aumento no nível da água do Guaíba, grande parte da região está inacessível de carro – os caminhões do 3º Regimento de Cavalaria de Guarda, Regimento Osório são os únicos que circulam pelo local.
O apoio do Exército, que disponibilizou, além de quatro caminhões, quatro barracas e 42 homens para auxiliar a população local, veio a partir de um pedido da Defesa Civil Municipal:
_ Nossa missão é de apoio logístico e estrutural. Esperamos poder fazer o melhor por essas pessoa _ disse o tenente-coronel Marcelo Sabba de Alencar, comandante do regimento Osório.
Pegando carona com os caminhões, dezenas de moradores retornam às suas casas para buscar mantimentos e objetos que deixaram para trás desde segunda-feira, quando o nível da água começou a invadir as residências.

Para Iara Cruz Vasconcelos, 60 anos, que vive há 38 anos no local, foi a preocupação com os cachorros que a levou de volta para casa. Hospedando-se com a irmã enquanto aguarda o nível da água baixar, ela decidiu retornar hoje ao local para buscar os animais de estimação e outros objetos pessoais. Impressionada com o volume da água, disse que nunca viu enchente como essa na região.
Além do Exército, voluntários colaboram com prestação de serviços. Na Ilha dos Marinheiros, a barraca do exército foi usada por médicos voluntários. O cirurgião-geral e socorrista Dinamar Zanchet, 45 anos, integrante da ONG Amobem, realiza atendimentos desde o início deste sábado. Conforme o profissional, antes da chegada do Exército, não havia local para receber a população.
Os caminhões ainda estão sendo usados para a distribuição de alimentos.


ZERO HORA/montedo.com

4 comentários:

St Douglas disse...

Mais uma vez o velho "Braço Forte, Mão Amiga". A coisa fica feia, chamem os militares. Onde estão as pessoas que criticam os militares nesses momentos? Já sei devem estar nos seus apartamentos luxuosos longe das mazelas que o povo humilde passa nesses momentos. Triste do país que não valoriza quem realmente gosta do país sem interesses econômicos, somente dignidade para viver e criar sua família.

Anônimo disse...

Engraçado, sempre nós! Nas enchentes, incêndios em florestas, transportando água, construindo poços artesianos no sertão nordestino, e reconstruindo pontes após enchentes, sem licitação por parte do governo federal ou estado, Cadê a força nacional de segurança? As policias militares, cadê o doente mental do Pedro Ruas? Acho que devíamos parar de prestar qualquer apoio a população, pois tenho notado que quanto mais ajudamos, mais sofremos retaliações e desprezo da população, então, porque não ficarmos parados dentro dos quarteis? Aumentos sempre ridículos, enquanto todas as categorias ganham na crise e no crescimento econômico, nós sempre com a ideia de repartir migalhas, quem muito se abaixa amostra a bunda!

Anônimo disse...

Pelos 2 comentários iniciais eu compreendo que vivemos ou de críticas ou de aplausos. Dificilmente encontramos pessoas e organizações que, simplesmente, cumprem com suas obrigações, sem necessidades de holofotes. Aprendemos a viver nossas vidas necessitando de aplausos, condecorações, medalhas.

Anônimo disse...

Nesses momentos não se vê ninguém de nenhum desses ditos movimentos sociais que costumam invadir propriedades particulares, rurais e urbanas, colaborarem nem para apagar um foguinho de beira de estrada e nem para oferecer os seus carros e caminhões para ajudar os outros. Se fosse para pilhar, quebrar e atear fogo, estariam lá até de ônibus fretado.

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