21 de outubro de 2015

Barreiras do Exército agravam clima de tensão em fazendas invadidas por índios no MS

Exército cria barreiras e clima é tenso nas fazendas de Antônio João

Renata Volpe Haddad e Helio de Freitas, enviado especial a Antônio João
O Exército criou barreiras na entrada das quatro fazendas ocupadas por indígenas da etnia guarani-kaiowá em Antônio João, distante 279 km de Campo Grande, localizadas na área Ñande Ru Marangatu. Nas áreas ocupadas, permanecem cerca de 50 indígenas e o clima é de tensão no local.
Porém, a indígena Leni Aquino, que está na sede, contou ao Campo Grande News que não há como enfrentar a polícia. "Não temos armas, nosso grupo é pequeno, vamos conversar com a polícia e esperamos ainda hoje pela suspensão da reintegração de posse do STF", comentou.
Os procuradores Marco Antônio Delfino, de Dourados e Ricardo Pael Ardenghi, de Ponta Porã, estiveram na tarde desta terça-feira (20) nas áreas ocupadas conversando com os indígenas, sobre a possibilidade de sair a decisão da liminar do STF (Supremo Tribunal Federal) ainda hoje.
Leni disse ainda que os indígenas estão lutando pelo futuro das crianças. "Não sei mais o que o STF queria que a gente esperasse. Em 2005 a terra foi demarcada e homologada como nossa. Demos o tempo necessário para o supremo tomar uma decisão e foram 10 anos. Lutamos pelo futuro das nossas crianças", afirmou.
A indígena alega que se tiverem que sair das fazendas, podem acampar na rodovia. "No Campestre não tem mais espaço. Se a gente tiver que sair, podemos até ir para o asfalto", afirmou.
Ela também defende o pagamento de indenização pelas terras aos fazendeiros como forma de facilitar a demarcação. "Não somos bandidos, estamos lutando pelo que é nosso de direito. Nossa área já foi demarcada", disse.
Próximo a um mato burro que fica na área, alguns índios estão armados com arco e flecha e visivelmente descontrolados. O indígena Ramão Martins, que está no bloqueio, afirma que não vão sair do local. "Essas terras sempre foram nossas. Quando o Pio Silva chegou aqui, ele começou a plantar em um local e outro e não deixava a gente colher, quando percebemos, fomos perdendo as terras aos poucos", alega.

Ocupação
Os índios voltaram a ocupar as áreas em agosto deste ano, uma década depois de serem despejados por ordem da Justiça. Eles reivindicam a homologação do território Ñanderu Marangatu, de 9.300 hectares.
As terras chegaram a ser demarcadas e homologadas em 2010, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas uma liminar do STF suspendeu a posse pelos índios. Até agora a Corte não julgou o caso em definitivo.
Na página do Facebook Aty Guassu, foi publicado um texto nesta tarde, falando que os indígenas vão resistir e lutar pela terra sagrada. Confira um trecho da publicação: 
"Mais pela nossas terras sagradas, vamos resistir e lutar, pois ela é a nossa mãe e uma mãe nunca se abandona haja o que houver, a nossa terra é a nossa vida, sem ela não existe vida para nós e não vale a pena viver longe dela.
Já fomos expulsos várias vezes dela, já fomos obrigados a viver longe dela, mas agora não vamos mais ser expulsos, já retomamos já estamos nela e não vamos sair e ninguém irá nos expulsar mais. Não temos armas como os os policiais, mas a nossa arma é a nossa reza e nosso escudo é o nosso próprio corpo. Vamos resistir, não vamos recuar, vamos permanecer firme e fortes nesse nosso tekoha a espera desses policiais.
Sabemos que vamos morrer, mas vamos morrer lutando e resistindo pelo nosso tekoha, estamos prontos pra sermos mortos juntos com as nossas crianças, mulheres, jovens e idosos. Sempre fomos um povo estrangeiro no nosso próprio território, no nosso próprio país."
Campo Grande News/montedo.com

8 comentários:

Anônimo disse...

São índios ou grupos fantasiados do MST? A FUNAI, ineficiente e a mercê dos petistas parece que não tem interesses em resolver o que é de sua responsabilidade e joga tudo para os militares. Grupos indígenas e do MST tem que aprender que nessa terra tem lei, apesar das aparências, e não podem invadir e queimar as propriedades particulares. Querem reclamar, vão à Brasília "jogar" flechas e protestar em quem provocou isso e não toma nenhuma medida. Índio de verdade é igual a criança, não prometa que eles cobram mesmo, e estão certos.

Anônimo disse...

Na verdade, somos um exército acovardado pelo carreirismo dos nossos generais e CMTs, que colocam a opinião forjada pela mídia e a possibilidade de ganhos futuros advindos de relacionamentos com a sórdida e corrupta política que assola o país, à frente da real missão de que foram incumbidos. Aqui no CMN, um ano atrás, um comboio gigantesco da "mais poderosa brigada de selva", do sul do Pará, retrocedeu um deslocamento de centenas de KM, por causa de um cmt amedrontado e meia dúzia de índios (coitadinhos, desfilam de HILUX e relógio de ouro aqui no Pará...) bloqueavam a estrada queimando dois pneus. Situação resolvida, após a poderosa brigada voltar para sua sede, ocasionando um gasto de milhares de reais dos cofres públicos em combustível, por dois agentes da PRF que dialogando dispersaram os indígenas. Seremos piada senhores, mereceremos a ruína salarial, e o desprestígio, enquanto formos chefiados por gente covarde.

Anônimo disse...

Quando servi em Bela Vista den 1997 a Jan 2000, fomos acionados em um domingo pelo Palno de Chama para irmos para essa região. Foi distribuidas munições de festim a vontade e munições para pistola e poucas Car 7,62 ( veja a data ). Na saída, o Cmt disse para não atirar com Cart real, mas caso fossemos atacados, fogo a vontade com munição de festim ( com outras palavras ) kkkk aé hoje não resolveram, após 15 anos.

Anônimo disse...

É simples. São índios? Querem ser tratados como índios? Dá um facão para cada um, coloca tudo num avião (helicópteros) e larga no meio da floresta amazônica. Se são índios, vão viver como índios. Pronto.

Anônimo disse...

Baita manchete esta: "Barreira do Exército agravam clima de tensão". Como se o Exército fosse culpado pelo conflito. No texto da reportagem, nenhuma linha sobre o Exército ou sobre quem autorizou o emprego de Força Federal. Sensacionalismo puro.

Amauri disse...

Concordo com o comentarista do dia 21 de outubro de 2015 14:39!!!!!

Anônimo disse...

Larga tudo e manda a FUNAI, IBAMA e sei lá quem, se virarem sozinhos e resolverem os pepinos deles. Recebem para fazer isso.Nos anos noventa, em uma cidade de Rondônia, onde descobriram um garimpo de diamantes, os índios que se fazem de bestas, invadiram o centro da cidade ameaçando com flechas todas as pessoas para não irem para a área deles, enquanto que por debaixo dos panos, eles mesmos permitiam que garimpeiros entrassem em suas terras. Houve até um massacre de garimpeiros que, dizem, não estavam "autorizados" por eles. E acho que ficou por isso mesmo. Havia notícias de que até avião estrangeiro pousou por lá, às escondidas, para comprar os diamantes que eram de uma qualidade rara. Índio besta e sem noção, não existe mais, exceto àqueles que foram contatados ultimamente.

Anônimo disse...

Vejam mais essa: Indígenas de 11 etnias que vivem no Pará interditaram por 30 minutos a rodovia BR-316 ontem à tarde, em protesto contra a Proposta de Emenda Constitucional 215, que confere ao Poder Legislativo a atribuição de demarcar terras indígenas. Eles se sentem ameaçados e afirmam que o destino das comunidades indígenas e das gerações futuras está nas mãos do Congresso Nacional. As lideranças indígenas do Pará dizem que a PEC 215 é produto da influência da bancada ruralista no Congresso Nacional. A decisão pela interdição da BR-316 foi tomada durante conferência de povos indígenas que ocorre até hoje, no Parque dos Igarapés, em Belém. O encontro discute politicas públicas para os povos indígenas. Pelo menos cem pessoas participaram do protesto ontem à tarde.
Fonte: Jornal O LIBERAL.

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