27 de abril de 2017

Divergência com Exército faz atletas serem proibidos de usarem legado olímpico em Deodoro

Demétrio Vecchioli 
Cerca de 40 atletas do pentatlo moderno estão sendo proibidos de utilizar a piscina usada durante os Jogos Olímpicos do Rio-2016 e que vinha sendo o CT do pentatlo, em Deodoro. A proibição foi determinada pelo Exército, que alega que a Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM) não se mostrou disposta a regularizar a situação do CT. Já a entidade foi reclamar dos militares para o Ministério do Esporte, que tenta encontrar uma solução. Em meio ao empurra-empurra, os atletas é que saem perdendo. 
A piscina olímpica do Complexo de Deodoro foi construída para os Jogos PanAmericanos de 2007 e, desde então, é o local dos treinamentos de natação dos atletas da CBPM, que também mantém o projeto PentaJovem, que visa formar atletas da modalidade. Entre 2013 e 2015, o Ministério do Esporte investiu R$ 7,8 milhões para manter o projeto, bancar viagens e comprar material esportivo.
O plano era que o projeto chegasse a 100 atletas, mas apenas 40 estavam treinando na piscina olímpica antes de o Centro de Capacitação Física do Exército (CCFEx) barrar, na semana passada, que eles continuassem treinando no local. Eles continuam nadando em Deodoro, mas em uma piscina semiolímpica, que foi utilizada para aquecimento dos atletas durante os Jogos Olímpicos do Rio. Os pentatletas, porém, só podem utilizar quatro raias da piscina. As demais são exclusivas do Clube Militar.
Questionado, o Ministério do Esporte explicou que a CBPM “precisa regularizar a utilização da área do CCFEx mediante a formalização de um instrumento legal com o Exército Brasileiro”, que pode ser um Acordo de Cooperação Técnica ou um Termo de Permissão de Uso. A pasta ainda disse que está em contato com Exército e CBPM para resolver o impasse. O calendário oficial da entidade para
2017 não prevê nenhuma prova lá no ano. Internamente, o Exército tem reclamado da postura dos dirigentes da CBPM, que teriam sido procurados após a Olimpíada para resolverem a situação. Um
ultimato foi dado depois que o Ministério do Esporte assumiu o controle do Parque Olímpico da Barra e começou a formalizar acordos de cooperação com órgãos como o COB, o Comitê Paralímpico (CPB) e o Comitê de Clubes (CBC).
Mas, um mês após ultimato, as negociações sequer haviam começado. Pelo que apurou o blog, a proibição de utilizar a piscina foi a forma que o Exército encontrou de forçar o CBPM a formalizar o uso da área, assumindo responsabilidades também. A confederação foi procurada e, inicialmente, disse que o blog deveria questionar o Ministério do Esporte, que havia sido oficiado sobre o problema. Novamente questionada depois da resposta do governo, a CBPM afirmou que preferia não comentar.
Olhar Olímpico/montedo.com

4 comentários:

Anônimo disse...

A primeira vista, é ridículo essa situação. Os "pobres" brigando por piscina. Cada um fica com metade das rais? Entrega tudo pra o governo e acaba com esse pepino. Já vi coisas ridículas como ser obrigado a fazer atividade esportiva mas para se conseguir uma simples bola de futebol tinha quase que ir ao Vaticano para pedir permissão ao Papa.Parecia que a bola era de ouro. Já estive em um lugar que até para correr ao redor do campo, era preciso cumprir umas dez regras, tipo ritual da baleia azul. Em outro, o campo só podia ser utilizado quem era do CPOR/NPOR, mesmo o campo ficando bem ao lado. Para usar, nem pensar em enfrentar a burocracia e "autoridades" com ar de super e, a melhor opção, era jogar fora da unidade com os amigos.La fora, pelo menos, se podia pisar na grama sem ir para a corte marcial. O esporte no país não progride porque tem muita "pedra" e interesses particulares no caminho. É burocracia exagerada, falta de dinheiro constante para manter as instalações, e todos querendo ser pai dos campeões quando vem algum resultado positivo. Querem ter 100 atletas e não conseguem? Sem dinheiro, dedicação, atletas motivados e local para treinar, não chegará nem na metade dessa cota. Bastaria pegar, apenas, uma devolução dessa grana desviada pelas empreiteiras e já resolveria. Dizem que o país está quebrado, mas tem dinheiro sobrando para outras "coisas" e não falta para pagar mordomias.

Anônimo disse...

Piada, a piscina é mantida pelo clube militar, e os sócios não podem utilizar quando os atletas estão usando, inclusive a piscina é chamada de "piscina do pentatlo"
Ou seja mais uma vez a pessoa "física" o militar mantendo com seus recursos, o que a união ou o Exercito teriam que manter
Autor dá matéria no mínimo desinformado...

Anônimo disse...

Só falta aparecer aquele deputado defensor dos delinquentes e querer que os militares deem treinamento para eles. Quando faltar seis meses para as próximas olimpíadas, aí todos se unem para tentar transformar os atletas em vitoriosos. Tarde demais.

Anônimo disse...

pegando o gancho nesse assunto, o Exército Brasileiro abraçou a causa, saiu distribuindo divisas, sem qualquer tipo concurso, para os chamados "atletas de alto rendimento", sargentos que repito, sem concurso, entraram na Força, ganham um salários de 3º Sargento, não tiram serviço, não participam da rotina normal do quartel, enfim, um apadrinhamento/peixada desnecessário enquanto observamos todos os dias excelentes Cabos e Soldados, filhos reais do pobre que ingressam no EB com a ilusão de seguir carreira, que participam ativamente da vida castrense, detalhe, ônus e bônus da profissão senhores, que sequer não tem a oportunidade de prestarem o concurso para sargento devido ao número pequeno de vagas, é muito revoltante essa situação para que está vivenciando o desprestigio aos nossos companheiros, publico interno, que nos ladeia ombro a ombro no dia a dia do trabalho estressante da tropa. É mais um tapa na cara do praça, que para sair sargento presta um concurso de admissão de nível ensino médio, em âmbito nacional ou que entra como soldado, faz CFC e depois o CFST, que na tropa é muito valorizado, disputado e ralado, digo ralado pq fui instrutor de vários cursos e sei que as divisas saem bem caro. Ai vem o Comando da Força e joga divisas para o alto para um monte de paisanos, que mal sabem prestar uma continência, como vimos as gafes nas Olimpíadas passadas. Acho falta de ética entre os militares, nossa classe é muito desunida, é a unica que não defende seu pessoal e o mau exemplo vem de cima de nossos superiores, que são os primeiros a pedir disciplina, lealdade, espirito de corpo etc. No pau da goiaba a missão de manter "atletas de alto rendimento" não é do Exército Brasileiro, digo, das Forças Armadas e sim do Ministério dos Esportes e das diversas Confederações, falta da parte de nossos comandantes, em todos níveis, prestigiar mais o seu pessoal. Acho muito fácil e cômodo cobrar no dia a dia das OM economia de água, luz, telefone etc, zelo para com o material da fazenda nacional, manutenção de instalações diuturnas e incessantes e se gastar muito dinheiro com recursos, logística e salários, para um pessoal sem compromisso real para com a instituição e que na verdade não fazem parte da Força, apenas para aumentar a visão do Exército no cenário nacional. Tenho certeza que a reciproca não seria a mesma. Lamentável.

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