28 de abril de 2017

Sobre lobos, ovelhas e cães pastores...

Eu sou um cão pastor!

Resultado de imagem para soldadoDave Grossman*
Um veterano do Vietnã, um velho coronel da reserva, certa vez me disse:
A maioria das pessoas em nossa sociedade são ovelhas. Eles são criaturas produtivas, gentis, amáveis que só machucam umas às outras por acidente.
E então há os lobos, e os lobos alimentam-se das ovelhas sem perdão. Você acredita que há lobos lá fora que irão se alimentar do rebanho sem perdão? É bom que você acredite. Há homens perversos nesse mundo que são capazes de coisas perversas. No instante em que você esquece disso, ou finge que isso não é verdade, você se torna uma ovelha. Não há segurança na negação.
E então há os cães pastores e eu sou um cão pastor. Eu vivo para proteger o rebanho e confrontar o lobo.
Se você não tem capacidade para a violência, então você é um saudável e produtivo cidadão, uma ovelha. Se você tem capacidade para a violência e não tem empatia por seus concidadãos, então você é um sociopata agressivo, um lobo. Mas e se você tem capacidade para a violência e um amor profundo por seus conterrâneos? O que você tem então? Um cão pastor, um guerreiro, alguém que anda no caminho do herói. Alguém que pode entrar no coração da escuridão, dentro da fobia humana universal e sair de novo.
Deixe-me desenvolver o excelente modelo de ovelhas, lobos e cães daquele velho soldado. Nós sabemos que as ovelhas vivem em negação da realidade, e isso é o que as faz ovelhas. Elas não querem aceitar o fato de que há mal neste mundo. Elas podem aceitar o fato de que incêndios podem acontecer, e é por isso que elas querem extintores, sprinklers, alarmes e saídas de incêndio em tudo quanto é canto das escolas de seus filhos.
Mas muitas delas ficam ultrajadas diante da idéia de colocar um policial armado na escola de seus filhos. Nossos filhos são milhares de vezes mais suscetíveis a serem mortos ou seriamente feridos por violência escolar do que por fogo, mas a única resposta da ovelha para a possibilidade de violência é a negação. A idéia de que alguém venha matar ou ferir seus filhos é muito dura, então elas escolhem o caminho da negação.
As ovelhas geralmente não gostam dos cães pastores. Ele parece muito com o lobo. Ele tem dentes afiados e a capacidade para a violência. A diferença, no entanto, é que o cão pastor não deve, não pode e não irá nunca machucar as ovelhas. Qualquer cão pastor que intencionalmente machuque a ovelhinha será punido e removido. O mundo não pode funcionar de outra maneira, pelo menos não em uma democracia representativa ou uma república como a nossa.
Ainda assim, o cão pastor incomoda a ovelha. Ele é uma lembrança constante que há lobos lá fora. As ovelhas prefeririam que ele não lhe dissesse para onde ir, não lhe desse multas e nem ficasse nos aeroportos, com roupas camufladas e segurando um M-16. As ovelhas prefeririam que o cão guardasse suas garras e dentes, se pintasse de branco e dissesse: "Béé"
Até que o lobo aparece. Aí o rebanho inteiro tenta desesperadamente esconder-se atrás de um único cão.
*Tenente Coronel, Ranger, Ph.D., autor de "On Killing" 

11 comentários:

Anônimo disse...

Sniper americano

Verdades disse...

Resumindo, eb é um pit bull que fica dentro de casa e não chega a 1% da eficiência do cão pastor vira lata.

Anônimo disse...

Após ler o texto chego a triste conclusão: o EB foi tomado por ovelhas...há ovelhas pra tudo que é lado...e o pior ovelha usando a capa de cão pastor esperando o Lobo aparecer para começar a berrar correndo do lobo...

Anônimo disse...

Excelente!!!

Anônimo disse...

Comentário deprimente

Anônimo disse...

Em pouco mais de 20 anos de EB já vi muitas "ovelhas", inúmeros "lobos", mas nunca tive o privilégio de encontrar um "cão pastor" nas fileiras do EB. Será que existe algum?

Anônimo disse...

Au, au, au, au...pena que é tudo verdade!!!

Anônimo disse...

Lobos disfarçados de ovelhas, tirem a prova real, só aí poderão falar com propriedade.

Anônimo disse...

Eu sou um 'cão pastor'!!!

Unknown disse...

Se as pessoas tivessem caráter, não precisaríamos vigiar.

Paulista disse...

No filme "O Atirador", esse mais recente, ambientado na Guerra do Iraque, e baseado na vida real de um atirador, há referência a essa metáfora. O pai do personagem principal explica isto aos seus filhos, ainda púberes.

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