9 de abril de 2017

EUA enviam porta-aviões e sua frota à península coreana

Comando do Pacífico dos EUA diz que "a principal ameaça na região continua sendo a Coreia do Norte"
Foto obtida entre 31 de março mostra USS Carl Vinson em exercício no Oceano Pacífico | Foto: MCS 3rd Class / Matt Brown / US NAVY / AFP / CP

Menos de 48 horas depois de bombardear a Síria, o governo americano decidiu agir sobre outro tema espinhoso que domina sua agenda internacional: um porta-aviões e sua frota se dirigem à península coreana diante das ambições nucleares da Coreia do Norte. "O Comando do Pacífico dos Estados Unidos ordenou ao grupo aeronaval do porta-aviões USS Carl Vinson que se mobilize como medida prudente para manter sua disposição e presença no Pacífico", explicou no sábado o porta-voz Dave Benham.
"A principal ameaça na região continua sendo a Coreia do Norte devido ao seu temerário, irresponsável e desestabilizador programa de testes de mísseis e sua busca pela arma nuclear", ressaltou. A frota de ataque inclui o super-transportador de aviões USS Carl Vinson, dois destróieres de mísseis guiados e um cruzador de mísseis guiados. 
O grupo aeronaval planejava fazer uma parada na Austrália, mas finalmente se dirigiu ao Oceano Pacífico ocidental a partir de Cingapura. A Coreia do Norte realizou cinco testes nucleares, dois deles no ano passado. Uma análise de imagens de satélite sugere que pode estar preparando um sexto.
O lançamento mais recente ocorreu na última quarta-feira, quando um míssil balístico KN-15 caiu no Mar do Japão depois de sobrevoar cerca de 60 quilômetros. O Conselho de Segurança considerou que o teste foi "uma grave violação" das obrigações da Coreia do Norte com base nas resoluções da ONU. Funcionários de inteligência de Washington afirmam que Pyongyang pode desenvolver em menos de dois anos uma ogiva nuclear, que teria ondições de atingir o território americano.

"Agir sozinhos"
Aproveitando a cúpula informal realizada na quinta e sexta-feira na Flórida (sudeste dos Estados Unidos) entre Donald Trump e Xi Jinping, o presidente americano pediu ao seu colega chinês que interceda para frear o programa nuclear de seu aliado. Trump ameaçou com uma ação unilateral contra o país asiático.
Sua advertência parece mais provável depois de ordenar um bombardeio com mísseis contra uma base aérea síria na noite de quinta-feira, após um suposto ataque químico contra uma cidade rebelde que Washington atribui ao governo de Bashar al-Assad. Pyongyang classificou no sábado o bombardeio americano de "agressão intolerável".
"A realidade atual nos mostra que temos que enfrentar o poder com poder e prova mais de um milhão de vezes que nossa decisão de fortalecer o poder nuclear foi correta", afirmou o Ministério das Relações Exteriores, citado pela agência KCNA. De acordo com vários analistas, o ataque de Washington também enviou uma mensagem clara a Pyongyang.
Horas antes de se reunir com Xi, Trump garantiu ao primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que os Estados Unidos "continuarão reforçando sua capacidade militar" na região para se defender de qualquer ataque da Coreia do Norte.
O chefe da diplomacia americana, Rex Tillerson, também reiterou na sexta-feira que seu país está preparado para agir sozinho "se a China não for capaz de se coordenar" com eles. A chefe do Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD), Lori Robinson, disse na quinta-feira que está "muito segura" da capacidade de seu país de interceptar mísseis balísticos dirigidos à América do Norte.
No entanto, expressou sua preocupação por um tipo de míssil balístico impulsionado por um combustível sólido que Pyongyang disse que havia testado com êxito em fevereiro. Além do teste balístico de quarta-feira, a Coreia do Norte lançou simultaneamente quatro mísseis em fevereiro. Três deles terminaram seu percurso perigosamente perto do Japão. No fim de agosto de 2016, lançou a partir de um submarino um míssil que percorreu 500 quilômetros em direção ao Japão. Os especialistas alertaram na época que o programa norte-coreano havia avançado consideravelmente.
CORREIO DO POVO/montedo.com

12 comentários:

Anônimo disse...

https://www.facebook.com/tOPeTEGZ/videos/1371195396246110/
Assim são cometidos vários "ataques terroristas" no Iraque e na Síria! Num "esquema" muito bem montado. À noite, as notícias desses "ataques" vão ao "ar" em toda a mídia ocidental, nos principais telejornais noturnos que dão a "notícia do massacre", sempre "informando" categoricamente que os terríveis "ataques foram realizados pelos "serviços de segurança ou exército do sanguinário ditador Bashar Al Assad". Quando precisam de apoio da opinião mundial para justificarem alguma agressão militar contra algum país, fazem isso; "criam" alguma "tragédia", um "ataque terrorista". E os apresentadores de tais telejornais dão a "notícia" com a cara no maior "drama e tristeza" e "profundamente comovidos". Tudo muito bem treinado. Fazem isso no Iraque (conforme atesta esse vídeo) e também na Síria e em qualquer país que pretendam atacar ou que já esteja sob ataque.
Ataque à uma base aérea Síria:
Mike Whitney: O conflito iminente entre EUA e Rússia
Mike Whitney, The Unz Review
tradução de btpsilveira
O ataque de mísseis ordenado pelo presidente Donald Trump contra o Aeroporto Shayrat no oeste da Síria não passou de uma exibição dos músculos imperiais que teve efeito exatamente contrário ao que se pretendia. Mesmo que o ataque com certeza tenha levantado o moral dos jihadistas que assolam o país há seis anos, não teve qualquer valor estratégico ou militar. O dano causado ao aeroporto foi muito superficial e não há razão para acreditar que tenha qualquer impacto no progresso do exército sírio no campo de luta.No entanto, o ataque matou quatro soldados sírios em atividade, o que significa que as tropas dos Estados Unidos na Síria não podem mais ser consideradas como parte de uma coalizão internacional para combater o terrorismo. Agora, os Estados Unidos são uma força hostil que representa uma ameaça existencial para o governo soberano do país.Era esta a mudança que Trump queria? A partir da sexta feira, a Rússia interrompeu qualquer cooperação militar com os Estados Unidos. Conforme o jornal New York Times:
Agora sobre a Coréia:
Parece que os “falcões” da guerra em Washginton preparam-se para atacar a Coréia do Norte que já avisou que se atacada, não hesitará em usar armas nucleares no ataque de resposta que desfechará contra a Coréia do Sul (cuja capital, Seul, encontra-se a alguns quilômetros da fronteira) e o Japão. Poderão incendiar a península coreana.

Anônimo disse...

Um bicudo arrogante de um lado e, do outro, um baixinho que se acha um "deus". O resultado só pode ser desastroso.

Anônimo disse...

Sim.....ahahahah....boa "análise"!

Anônimo disse...

Vi um filme de onde uma equipe de elite americana penetrava o território norte coreano pra explodir um míssil com ogiva nuclear que estava sendo preparado em um silo de lançamento. Isso era a primeira opção. Os sul coreanos descobriram e criticaram a ação pelo seguinte motivo: se houvesse um ataque nuclear norte americano, como era a segunda opção, os sobreviventes do norte invadiriam o vizinho do sul, causando problemas sérios, além do agravamento da batalha. Com a situação atual, o governo americano não é idiota de promover uma terceira guerra mundial por causa da teimosia do baixinho doido. A Russia e a China podem ter muita força mas não querem ser os vilões da história, pelo menos é isso que acho. A ONU se não tiver força para amenizar a situação, é melhor acabar. Devem estar acontecendo muitas reuniões secretas e muito "teatro" para o mundo ver.

Anônimo disse...

https://www.stm.jus.br/informacao/agencia-de-noticias/item/7144-certidao-de-obito-falsa-tribunal-condena-civil-por-saques-indevidos-apos-porte-de-pensionista

Anônimo disse...

https://www.stm.jus.br/informacao/agencia-de-noticias/item/7145-justica-militar-absolve-oficial-do-exercito-denunciado-por-homicidio-culposo-apos-acidente-de-onibus

Jozinaldo Freitas disse...

O ditador norte coreano do tem conversa mole. Fica disparando míssil e não tem coragem de invadir a Coréia do Sul e nem de atacar qualquer outro país. É só mimimi, para enganar os bestas.

keko marques disse...

Na História, sempre foi assim. Quem pode mais, chora menos . Viva Trump !!!

Anônimo disse...

Saudades do Vietnã!

Anônimo disse...

Para descontrair!
https://youtu.be/-cO-CqtgJmI

Anônimo disse...

Ao comentário de 18:22! Rsrsrsr....!

Anônimo disse...

Tráfego de comunicações....fonia.....canal 16, entre a "task force americana" que se dirige para as águas da península coreana.
Rsrsrsrsrsr!

https://youtu.be/nxscB5ZIcV4

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