20 de abril de 2017

TCU multa Jaques Wagner em R$ 15 mil por ter nomeado marido de Ideli Salvatti para cargo nos EUA

Marido da ex-ministra foi transferido para Washington. 
O relator pediu a inabilitação do ex-ministro, mas a proposta não foi aprovada pelo plenário.

Laís Lis, G1
O Tribunal de Contas da União (TCU) multou em R$ 15 mil o ex-ministro Jaques Wagner por nomear o marido da também ex-ministra Ideli Salvatti para um cargo na Junta Interamericana de Defesa, em Washington, nos Estados Unidos. O marido de Ideli Salvatti, Jeferson Figueiredo, é 2º Tenente Músico do Exército.
Em seu voto, o ministro relator do processo, André de Carvalho, chegou a pedir a inabilitação de Jaques Wagner para cargos públicos por seis anos, mas o plenário da corte de contas acatou a proposta do ministro revisor, José Múcio, que considerou a inabilitação uma pena desproporcional.
A assessoria do ex-ministro Jaques Wagner informou que o plenário derrubou a tese do ministro relator e que tudo que foi feito pelo ex-ministro da Defesa estava dentro do parecer da Advocacia-Geral da União. A assessoria informou que Wagner não decidiu se recorrerá do pagamento da multa, mas disse que “a multa é passível de recurso”.
O ministro Carvalho destacou que por 22 meses, 19 vagas semelhantes a que foi ocupada por Figueiredo ficou desocupada e o então ministro Jaques Wagner só determinou a ocupação dessa última vaga quando Ideli Salvatti foi transferida para os Estados Unidos. O ministro afirmou ainda que a transferência foi feita sem a devida consulta do Superior Comando Militar. “Ele foi deslocado porque era marido da ex-ministra”, disse.
Leia mais sobre o caso
A transferência ocorreu em agosto de 2015. Na época, a ex-ministra foi nomeada para o cargo de assessora de Acesso a Direitos e Equidade da Organização dos Estados Americanos (OEA), também em Washington.
Durante a sessão o ministro Walton Alencar afirmou que a proposta de inabilitar Jaques Wagner feria o princípio da proporcionalidade e que qualquer militar transferido para o exterior consegue emprego para a esposa em órgão público no local. “É um fato público e corriqueiro”, afirmou o ministro.
G1/montedo.com

14 comentários:

Anônimo disse...

Nos altos coturnos essas boquinhas são recorrentes! Cadê o tcu?

Anônimo disse...

Um ótimo exemplo do que da misturar militares com política...Um musico na junta intramericana de defesa? Não Deveria ser nomeado para compor uma banda em algum quartel por lá? Isso é mais uma vergonha...

Anônimo disse...

Mixaria. Tinha que ser acima de R$ 100 mil. Quanto os dois ganharam lá, ambos sem habilitação para o cargo ?

Anônimo disse...

16 mil é pouco pra ele.

Anônimo disse...

Perseguição política pura. Quem está dentro da caserna sabe que isso é corriqueiro.
Tudo é motivo para que esses cabides de emprego (TCU, TCEs e etc) sejam usados para surrar o "inimigo".

Léo disse...

É só um minúsculo exemplo de como agem os petralhas,quando estão no poder.Esse canalha do Jaques Wagner disse ontem aos jornais que o delator da Odebrecht não respeitou a senhora de 92 anos,sua mãe, ao afirmar que lhe entregou uma mala de propinas na casa da velhinha.Ora,quem não respeitou a própria mãe foi o corrupto ,ex-ministro da Defesa,ao participar ,efetivamente,da Maior Organização Criminosa do planeta Terra: a turma do PT,na lavanderia ordinária que foram seus governos.Um corrupto com o cinismo de todos os petralhas. Arrombaram o Brasil.A cadeia é seu lugar, ladrão! O Sérgio Cabral vai entregar todos eles.Pilantra safado!!! A Ideli Salvati também vai para cadeia!!! Tenho certeza que a velhinha não ensinou o Jaques Wagner a ser ladrão!!!

Anônimo disse...

Gostaria de parabenizar o comentarista Léo. Sempre com comentários lúcidos e atuais. Me sinto representado por seus comentários. Continue assim companheiro.

Anônimo disse...

Concordo plenamente com o comentarista Léo e ainda acrescento, vejam o tipo de pessoas que foram indicadas para o MD.É muita humilhação para com as Forças Armadas brasileiras,será que em outros países colocam em cargo tão importante pessoas com esse perfil?

Anônimo disse...

Ainda tem gente que vota no LULA, se ele voltar a ser candidato. É merecer mesmo o GOVERNO QUE TEM.

Anônimo disse...

Ele vai descontar tudo em alguma verba extra que recebe.Afinal quem paga é o contribuinte. Se fez uma indicação e transferência indevida,que seja restituído os valores do militar, apesar de que a mulher dele também vai descontar de alguma verba. Esse pessoal político, dá esmola de um real e quer troco de três.

keko marques disse...

E tem muito milico mortadela por aí ...

Anônimo disse...

Quantos, como esse, nós já vimos durante a vida militar? Você batalhando para conseguir a transferência para o local de residência definitiva, aí, chega o "paraquedista" peixada, sem vaga, sem necessidade da especialidade dele, fica menos que os outros mais antigos e com prioridade e volta a ser transferido para onde quer, sem falar que ele vai só de avião e o resto da galera de ônibus. E o pior, é que fica falando como se fosse coisa normal, e ele fosse um cara imprescindível.Infelizmente em todos os lugares encontramos figuras assim.

Anônimo disse...

Tem os "peixinhos" e os "peixões". Conheci um na época que eu estava lá pela região amazônica. Chegou um graduado do Rio, nem lembro qual a especialidade do dito. Só vivia no gabinete do comandante. Ele, por "ordem" foi instrutor de educação física, serviços diversos, coletador de palha de palmeira para o chefe, abriu picada na mata, etc, etc,etc. Se o chefe pedisse para sair pulando plantando bananeira, na hora, chefe!. Todo mês, viajava para o Rio a "serviço" ou dispensado. Depois de uns três anos, foi transferido de volta com a "desculpa" de indicado para o setor de educação física, enquanto que o tempo mínimo na área era de cinco anos para todos e tinha mais antigo com mais de seis. Dois pesos e duas medidas. Não foi a toa que alguns só saíram de lá depois de entrarem na Justiça.

Anônimo disse...

Lembro-me desta mulher "cheia de marra" no governo ptista. Ora! Ela também tinha seu "telhado de vidro"!

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