16 de abril de 2017

O sargento Sthepanes

PODER SEM PUDOR
SARGENTO STEPHANES
Em 1958, Tenente Ribas, um oficial de Engenharia do Exército, era o subcomandante da 5ª Companhia, em Curitiba (PR), e descobriu que um dos recrutas tinha nível melhor que os demais: era aluno do segundo ano da Escola Técnica. Ficou curioso: por que ele não incorporou no CPOR? “Não tenho condições, senhor”, respondeu o filho de pequenos agricultores.

Em dois meses o rapaz foi promovido a sargento e ficou cinco anos na tropa. Era o sargento Reinhold Stephanes, que anos depois seria ministro dos governos Collor, FHC e Lula.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

4 comentários:

Anônimo disse...

Não tinha condições para ir ai CPOR, mas virou ministro da quadrilha.
Cada um com sua indole.

Rogério disse...

José Wille – O senhor pensava em fazer carreira como militar, permanecer no Exército?



Reinhold Stephanes – Na época em que cheguei ao Exército, ainda existia curso de cabo e de sargento na tropa. Eu fiz logo que entrei, tirei primeiro lugar no curso de sargento, quase fui promovido e removido para outro estado, mas, por algumas razões, eu acabei não sendo promovido. Tentei fazer academia militar, era um sonho meu, mas também não consegui sequer fazer inscrição para a academia militar, porque, na época, você precisava de indicação de um militar de alta patente. Como eu vinha de família bastante humilde, eu não consegui essa indicação. Optei por fazer o vestibular de Economia, na Federal, passei e comecei a estudar. O curso era noturno, portanto compatibilizava com a minha atividade no Exército durante o dia com o curso noturno. E, quando estava no terceiro ano da faculdade, num dos cursos de verão que a universidade promovia, eu fui chamado para me pronunciar sobre alguns assuntos do curso. E um dos professores era o irmão do então governador Ney Braga, o Guilherme Braga, que era professor da Universidade Federal. Ele se impressionou com a minha colocação, perguntou onde eu trabalhava, e eu disse que era cabo no Exército. Ele disse “mas você, com essas condições, esse talento, deveria conseguir outra atividade, que já o encaminhasse para a sua formação de Economia”. E me convidou para fazer um teste de Q. I. no estado. Fiz o teste e tive uma aprovação muito boa. O secretário de Governo na época, uma pessoa muito conhecida no Paraná, que ficou muitos anos como secretário de Educação, o professor Véspero Mendes, resolveu me entrevistar e achou que eu tinha condições de aprender e me desenvolver nas atividades de orçamento do estado. E me indicou, então, para trabalhar nestas atividades. Então, pedi minha demissão de cabo no Exército e fui trabalhar no estado do Paraná.
http://paranaportal.uol.com.br/blogs-memoria-paranaense/reinhold-stephanes-foi-o-paranaense-mais-chamado-para-cargos-em-brasilia/

Anônimo disse...

O Senhor Reinhold Stephanes, incorporou como recruta galgando, por merecimento e após curso, a promoção de Cabo de Comunicações. Serviu na 5ª Companhia de Comunicações, em Curitiba.

Anônimo disse...

Anônimo 16 de abril de 2017 08:24, não sei se você se expressou mal ou eu não entendi, mas muito achei muito infeliz seu comentário.

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