10 de fevereiro de 2017

Em Portugal, Jungmann diz acreditar em normalidade nas próximas horas no Espírito Santo

Ministro da Defesa brasileiro acredita em “normalidade” no Espírito Santo “nas próximas horas”
O ministro da Defesa garantiu acreditar que a "normalidade" regressará ao Estado de Espírito Santo "nas próximas horas", admitindo que vai regressar ao Brasil mais cedo a estar "mais próximo".
Agência Lusa
O ministro da Defesa brasileiro, Raul Jungmann, garantiu esta quinta-feira acreditar que a “normalidade” regressará ao Estado de Espírito Santo “nas próximas horas”, admitindo, no entanto, que vai regressar ao Brasil mais cedo do que previsto para estar “mais próximo”.
Eu acredito que, muito provavelmente, estaremos a entrar progressivamente no retorno à normalidade, se não nas próximas horas, pelo menos nos próximos dias. (…) E há uma disposição do Presidente [Michel] Temer de colocarmos à disposição do Espírito Santo tudo aquilo que for necessário para que a normalidade se restabeleça naquele Estado”, disse o governante brasileiro.
Raul Jungmann, respondia aos jornalistas ao lado do seu homologo português, Azeredo Lopes, no final do primeiro dia de programa do I Diálogo da Indústria de Defesa de Portugal e do Brasil que está a decorrer no Porto, sendo que para sexta-feira estava agendada uma visita à Embraer, empresa brasileira ligada à aeronáutica que tem unidades em Évora, tendo esta sido cancelada.
Questionado sobre se o cancelamento se prendia com a situação de instabilidade no Espírito Santo, e depois de quarta-feira o governador interino daquele estado brasileiro ter dito que necessita de mais militares para lidar com a greve de polícias e a onda de violência que já fez dezenas de mortos, Raul Jungmann admitiu querer “estar próximo dos acontecimentos”.
Efetivamente a situação no Brasil cobra a nossa presença lá. Sinto-me melhor estando mais próximo para acompanhar os acontecimentos no meu país”, disse o ministro da Defesa do Brasil.
Os assassinatos na capital do Estado, Vitória, e noutras cidades, começaram quando amigos e familiares dos agentes da polícia militar bloquearam os quartéis no fim de semana para exigir melhores salários, o que impediu o patrulhamento das ruas. A polícia militar brasileira patrulha as cidades do país e está proibida por lei de fazer greve.
Raul Jungmann vincou hoje que “a população do Espírito Santo se tem manifestado contra a greve branca que está a decorrer no Estado” e falou “alguns interesses relacionados à oposição local do Estado que vêm criando dificuldades”.
A nossa expectativa é que retome a normalidade. Já reforçamos [os meios]. Originalmente deslocamos para lá 1.000 homens das Forças Armadas e aproximadamente 200 das Forças Nacional de Segurança e agora, só no que diz respeito às Forças Armadas, elas já superam 2.000″, disse o governante.
O ministro somou o envio de blindados e grupos de elite com fuzileiros e paraquedistas e disse terem sido deslocados dois generais e feita uma transferência da coordenação da segurança das forças locais para as Forças Armadas.
“Acredito que este dispositivo e esta interação entre forças federais e locais serão suficientes para trazer a normalidade (…) Existe negociação em curso”, concluiu.
Quanto ao programa do I Diálogo da Indústria de Defesa de Portugal e do Brasil, este continuará sexta-feira com reuniões de empresários e investigadores no Porto, bem como com visitas incluindo uma ida ao CEIIA — Centro para a Excelência e Inovação da Indústria Automóvel, em Matosinhos.
O encontro incluiu hoje a assinatura de um Memorando Catalogação Logística Militar e de uma Declaração Conjunta pelos ministros da Defesa português e brasileiro.
Observador (PT)/montedo.com

Um comentário:

Anônimo disse...

O que esse senhor está fazendo em Portugal ao invés dele ficar aqui??????? Foi mostrar para a imprensa de lá que aqui está tudo a mil maravilhas????? Toda vez que tem problema no país, comunistas adoram viajar e falar mentiras para enganar a imprensa internacional. Tiro no pé porque aqui tem correspondentes internacionais que vão mostrar a realidade dos acontecimentos.

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