9 de fevereiro de 2017

ES: com Forças Armadas nas ruas, Vitória vive clima de paz aparente

Parte da frota de ônibus da cidade voltou a circular e o comércio local abrirá as portas; Nesta quinta, Polícia Civil deve discutir se entra em greve
Por Maria Clara Vieira, de Vitória
Vila Velha (ES) - Soldados do Exército fazem a segurança das ruas e dos terminais rodoviários vazios em Vila Velha, região metropolitana de Vitória (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
O sexto dia da greve dos policiais começou tranquilo na capital capixaba. Depois de viver cinco dias de caos, com cenários que se assemelhavam ora ao de uma guerra, ora ao de uma “cidade fantasma”, Vitória começa a voltar à normalidade. Na noite desta quarta-feira, alguns bares da região boêmia conhecida como “Triângulo das Bermudas, na Praia do Canto, voltaram a funcionar e estavam cheios. Ao amanhecer, havia pessoas praticando esportes na orla do Camburi e vários carros nas ruas. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, parte da frota de ônibus voltou a circular entre 6h e 18h.
A expectativa é de que o comércio também volte a funcionar a partir desta quinta – um passo importante não apenas para a população, mas para o Estado, que sofre uma crise de arrecadação. De acordo com o presidente da Fecomercio, José Lino Sepulcri, o prejuízo em termos de faturamento é de cerca de 45 milhões de reais por dia. Ou seja, desde o início da greve, o Espírito Santo deixou de arrecadar mais de 150 milhões de reais. Isso sem contar os prejuízos sofridos pelo comércio em saques e roubos, estimado em 25 milhões de reais.
A sensação de segurança começou a tomar conta da cidade a partir das chegada do efetivo especial enviado pelas Forças Armadas. Ontem à noite, 200 homens da Força Aérea Brasileira desembarcaram na capital capixaba para reforçar o policiamento na Grande Vitória. Eles devem se juntar aos 1200 homens da Força Nacional e do Exército que já estão na região desde a última terça-feira.
Veja.com/montedo.com

2 comentários:

Anônimo disse...

Para aqueles que não se atentaram ainda: com a aprovação da PEC do teto dos gastos (vinte anos sem aumentos reais, somente reposições -se dermos sorte de tê-las) e com esta reforma "da previdência" que está por vir, o nosso futuro é identico ao da PM do Espírito Santo, os governantes ficarão à vontade para afirmar que não podem ir contra a lei e não poderão melhorar as nossas condições. Infelizmente, estão preparando agora o caldo para um desastre social sem precedentes para a nação, ou alguém duvida que as diversas categorias que podem lutar pelos seus direitos deixarão de fazê-lo, visto que a iniciativa privada não deixará de extrair seus lucros, e não se importam se existe teto ou não! Senhores, vamos sentir falta da época em que só se vacinava cachorro e matava mosquito.

Anônimo disse...

Boa tarde. Hora de lotar a caixa de entrada dos e-mails dos Deputados e Senadores nos posicionando contra essa reforma do nosso Sistema de Proteção Social. Cada militar, esposa, filhos, pais, avós, amigos e círculo de influência entrem em contato com os parlamentares de seus respectivos Estados de forma a abranger todo o Legislativo.

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