1 de fevereiro de 2017

Forças Armadas encontram celulares, entorpecentes e barras de ferro em varredura na cadeia pública de Manaus

Roberto Cordeiro
Manaus (AM), 31/01/2017 – Vinte e quatro aparelhos celulares, 41 acessórios, um arma artesanal, barras de ferro, boca de lobo, 18 tabletes de entorpecentes, três equipamentos elétricos e 29 CDs e pen drive. Esses foram os principais produtos encontrados pelas Forças Armadas durante varredura na cadeia pública desembargador Raimundo Vidal Pessoa, na zona sul de Manaus.
Iniciada na madrugada desta terça-feira (31), a operação contou com a participação de 379 militares do Exército e da Marinha e 378 integrantes da policiais militar, civil, corpo de bombeiros e agentes penitenciários. Denominada Chaw`Pã I, da etnia Húpdas, um subgrupo dos Makus, tribo do Alto Rio Negro em extinção, cujo significado é “limpeza”. “Essa é a nossa missão. Deixar o presídio limpo”, explicou o comandante Militar da Amazônia (CMA), general Geraldo Antonio Miotto, responsável pela operação no presídio, que teve sob comando o general Antonio Manuel Barros.

Cerco ao presídio
Nas primeiras horas da madrugada desta terça-feira as ruas nas imediações da cadeia pública foram interditadas. Nas primeiras horas da manhã, as tropas federais se preparavam para a vistoria do prédio. Para isso, os 240 presos foram colocados num pátio e, deste modo, as equipes do Exército e da Marinha entram nas celas e pavilhões.
Os militares foram divididos em 20 equipes e, de imediato, iniciaram o procedimento de verificação de produtos ilícitos. Foram empregadas 42 viaturas. Na operação foram utilizadas câmeras e drones, que permitiram todo os registros em imagens e fotografias.
Além do Exército e da Marinha, 378 integrantes da policiais militar, civil, corpo de bombeiros e agentes penitenciários participaram da operação
Além do Exército e da Marinha, 378 integrantes da policiais militar, civil, corpo de bombeiros e agentes penitenciários participaram da operação
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, que desembarcou no meio da manhã em Manaus, comemorou o resultado da operação que, segundo ele, “transcorreu sem qualquer incidente”, e foi monitorada por integrantes do Ministério Público federal e estadual. Jungmann explicou que a ação na cadeia pública aconteceu a pedido do governador do Amazonas, José Mello, como parte daquilo que foi autorizado pelo presidente Michel Temer.
O ministro Jungmann informou também que o governo federal vem ajudando os governos estaduais com a liberação de recursos para compra de bloqueadores de celulares e atendimento ao sistema penitenciário. O ministro disse que cerca de R$ 1,2 bilhão já foram liberados e que o governo federal planeja a construção de mais cinco presídios, sendo um para cada região do país. Isso irá permitir o aumento do número de vagas para presos.
Ao término da visita a Manaus, onde se encontrou com o ministro da Defesa da Colômbia, Luís Carlos Villegas, Jungmann embarcou num helicóptero na companhia do governador José Melo e do general Miotto para o sobrevoo à cadeia pública. O voo terminou no Aeroporto Eduardinho, de onde a delegação do ministro seguiu para Brasília.
Ascom-MD/montedo.com

3 comentários:

Anônimo disse...

me digam uma coisa, a PM ou Força Nacional não tem esses equipamentos para detectar metais enterrados? Não existe um setor na PM, cheio de enfeites nos uniformes, tipo grupo especial, que tenham a capacidade de fazer isso? Para uma simples varredura precisa de Forças Armadas? Quanto dinheiro foi gasto com o sistema penitenciário e nenhum equipamento desses foi comprado? Vou fazer de conta que nem desconfio o que fazem com o dinheiro.

Anônimo disse...

Em casa de ferreiro o espeto é de pau, ou seja, o agente penitenciario recebe para deixar o celular e outras coisas entrarem no presidio e o sgt do Exercito não faz isso porque rem medo de ser punido e não ser promovido a QAO. Não são todos os agentes mas a grande oarte podre fax disso seu pe de meia para nao deoender de aposentadoria do governo.

Anônimo disse...

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