30 de junho de 2017

De pai do programa nuclear à prisão: quem é o vice-almirante que chefiou ações secretas e corrupção estatal

Do regime militar à redemocratização
Othon Luiz Pinheiro da Silva comandou esquema criminoso em Angra 3 e recebeu a maior pena em um só processo entre condenados na Lava-Jato
Fábio Schaffner
Em 40 anos servindo à Marinha, o vice-almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva tarimbou-se em operações sigilosas. Mentor do programa nuclear brasileiro durante quatro governos sucessivos, gerenciou contas secretas bilionárias, manteve contatos reservados com cientistas estrangeiros, importou equipamentos vetados ao Brasil por potências atômicas e foi monitorado por agente da CIA que, durante dois anos, morou em um apartamento colado ao seu.
Tamanha eficácia legou ao país a construção de ultracentrífugas para o enriquecimento de urânio e o desenvolvimento de uma tecnologia nacional para a propulsão nuclear de submarinos. Aclamado pelas Forças Armadas e pela comunidade científica, recebeu oito medalhas militares e dezenas de honrarias. Chamado de lenda viva na caserna e na academia, encerrou a carreira em 2015, quando três homens armados entraram em sua casa.
O relógio recém marcara 6h em 28 de julho, e o sol ainda despontava no horizonte quando uma viatura da Polícia Federal (PF) estacionou em frente ao número 75 da Rua Ipanema, uma alameda da Barra da Tijuca, no Rio, distante poucas quadras da praia. Subiram ao apartamento 1.501 e foram recebidos pela empregada doméstica Kelly Guimarães, a quem perguntaram pelo dono da casa.
— Está dormindo — disse.
Orientada a acordá-lo, voltou à sala com semblante petrificado. Quando os policiais se dirigiram ao cômodo, a porta estava trancada. Lá de dentro, Othon avisou que era vice-almirante e exigia ser tratado com respeito. Alertado de que havia mandado de busca e apreensão a ser cumprido, exigiu a presença de um almirante, posto superior ao seu na hierarquia militar.
— Vou meter bala — ameaçou Othon.
Abrigados nos demais cômodos do amplo apartamento, os agentes sacaram as pistolas. Chefe da operação, o delegado Wallace Soares deu dois chutes na porta e disse que iria arrombá-la. Ouviu-se então o barulho da fechadura. Othon recebeu ordem para sair devagar com as mãos na cabeça. Mal se abriu um pequeno vão, o militar atracou-se aos agentes.
A pancadaria só acabou com o vice-almirante algemado, sentado ao chão.
Como chefe da Eletronuclear, criou esquema de corrupção em Angra 3
"Mesmo imobilizado, o senhor Othon Luiz Pinheiro da Silva continuou inquieto, gritando que não podíamos agir daquela forma, que ele é um vice-almirante da Marinha, que deveria haver no mínimo um vice-almirante no local. Expliquei novamente que se tratava de um mandado expedido pela Justiça do Paraná e que Polícia Federal estava no local para cumpri-lo", escreveu o delegado em relatório para a coordenação da Lava-Jato.
No quarto, os agentes apreenderam seis armas: uma pistola .40 e um revólver calibre 38, em nome do militar, além de um revólver Colt 357, um pistola Glock 9 mm, um Taurus 38 e uma pistola Bayard calibre 6.35, todas sem registro. O mandado decretava ainda a prisão temporária de Othon, por suspeita de recebimento propina na usina nuclear Angra 3.
Aos 76 anos, militar presidia a Eletronuclear desde 2005. Havia sido um retorno triunfal. À frente de posto estratégico e de orçamento bilionário, Othon jamais desfrutara de tanto poder. Frequentava o Planalto com assiduidade, confabulava com ministros e presidentes de empreiteiras. Indicou dois comandantes da Marinha e tornou-se amigo de Dilma Rousseff, de quem quase foi chefe da Casa Civil após a demissão de Gleisi Hoffmann, em 2014.
Na Eletronuclear, sua missão foi retomar as obras de Angra 3, colosso energético projetado para gerar 12 milhões de megawatts-hora por ano, capacidade suficiente para abastecer Brasília e Belo Horizonte. Para tanto, evitou uma nova licitação e reativou um antigo contrato assinado em 1983 com a Andrade Gutierrez. De 2005 a 2015, Othon assinou 13 aditivos com a construtora, no valor de R$ 3 bilhões.
Ao mirar o setor energético, a Lava-Jato encontrou na estatal um "gigantesco esquema criminoso", envolvendo um cartel formado por 16 construtoras, entre as quais gigantes como OAS, Odebrecht, Camargo Corrêa e Mendes Júnior. Presos, executivos disseram que Othon teria começado a pedir propina antes mesmo do começo das obras na usina. Com uma das filhas, foi acusado de montar esquema de lavagem de dinheiro para receber R$ 4,5 milhões em suborno, com empresas laranjas no Brasil e offshores no Exterior.

Condenado por seis crimes, nega as acusações e recorre no TRF2
Em agosto de 2016, um ano após ter a casa varejada pela PF, Othon recebeu a maior pena individual entre os todos 144 condenados na Lava-Jato: 43 anos, cinco meses e 50 dias. Ao final das 159 páginas em que descreve os crimes cometidos por Othon, o juiz federal Marcelo Bretas considerou-o culpado por corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, evasão de divisas e embaraço à investigação. Para o magistrado, o militar, "portador como poucos de segredos de Estado num tema que sempre foi muito caro às maiores potências mundiais, abriu mão de sua honrada história de estudos e trabalhos à nação brasileira para obter vantagens indevidas, agindo com desprezo pela instituição que o acolheu com honras de chefe máximo."
Othon recorreu ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Nega as acusações e disse que o dinheiro recebido de empreiteiras financiaria projeto de turbinas para gerar energia a partir de pequenas quedas d'água.

Mestrado em Engenharia Nuclear pelo MIT
Em 1974, o ministro da Marinha, Geraldo Henning, estava fascinado pela tecnologia nuclear. Recém chegado de um viagem da Bahia ao Rio em um submarino atômico americano, relatou a experiência ao almirante Eddy Espellet. O interlocutor revelou que havia designado um capitão-de-corveta para acompanhar, no Reino Unido, a construção de submarinos Tonelero. Sugeriu então enviar o jovem Othon Luiz Pinheiro da Silva, em quem enxergava "liderança, iniciativa e entusiasmo", para estudar o tema nos Estados Unidos.
Ao retornar, quatro anos depois, Othon lustrava o currículo com mestrado em Engenharia Nuclear pelo prestigiado Massachusetts Institute of Technology (MIT). Mas a Marinha não sabia o que fazer com ele. Na semana seguinte ao desembarque, foi levado à sala do diretor-geral de Material da Marinha, almirante Maximiano da Fonseca.
— Você, que cursou esse negócio, quais as nossas chances de ter uma produção nuclear aqui no Brasil? — perguntou o oficial.

Líder de pesquisas militares, Othon geria contas secretas do governo
Othon pediu três meses para produzir um relatório. Findo o prazo, entregou um calhamaço no qual sugeria a criação de um programa para dominar o ciclo do combustível nuclear — tema de sua dissertação de mestrado no MIT — e a propulsão atômica de submarinos. A apresentação selou seu destino. Pelas duas décadas seguintes, presidiu diversos órgãos militares e civis, sempre dirigindo todas as pesquisas nucleares do governo.
— O papel do vice-almirante Othon é central no programa brasileiro de enriquecimento de urânio com ultracentrífugas. Criou novos materiais, geometrias, a divisão de cada componente. É uma tecnologia conhecida, faz parte do inconsciente coletivo científico. Mas há diferença entre saber que é possível fazer e efetivamente fazer. Ele fez — diz o pesquisador da USP Alexandre Ramos, pós-doutor pela Stony Brook University, de Nova York e autor de estudos de fissão-fusão nuclear.
Cortejado por cientistas, Othon viveu trajetória de thriller de espionagem. De 1983 a 1986, administrou uma das quatro contas secretas mantidas pelo governo para custear o programa nuclear. Para proteger o dinheiro da inflação, tinha aval do próprio presidente João Figueiredo para investir no overnight — aplicação renovada diariamente — e garantir correção monetária. A existência das contas foi revelada pela jornalista Tânia Malheiros, autora do livro Histórias Secretas do Brasil Nuclear. Segundo Tânia, a conta denominada Delta IV era usada por Othon para "pagamentos suplementares, espécie de caixa 2 do pessoal da máxima confiança da Marinha". Nos anos 1990, Othon se valeu da Guerra do Golfo para obter equipamento fundamental a suas pretensões. O Iraque havia encomendado à Alemanha uma máquina de última geração para produzir ultracentrífugas de fibra de carbono. Com a invasão do Kuweit pelos iraquianos, a entrega foi cancelada, e Othon convenceu um técnico alemão a vender a tecnologia. Em 1996, dois dias após o lançamento do livro de Tânia, Karl-Einz Schaab foi detido pela Polícia Federal porque havia mandado de prisão contra ele expedido pelo Supremo Tribunal Federal a pedido do governo alemão.

Expedientes heterodoxos levaram à aposentadoria a contragosto
Apesar dos avanços científicos, os métodos do vice-almirante incomodavam a Marinha. Sem autorização dos superiores, em 1993 ele contratou duas empresas chefiadas por oficiais da ativa e da reserva que colocaram mais de 400 pessoas trabalhando em projetos especiais da corporação. Logo após a contratação, desconfiou que estava sendo monitorado por um casal que vivia rondando sua casa, em São Paulo. Não teve dúvidas. Dirigiu-se ao carro onde a dupla estava e colocou uma pistola na cabeça do motorista. Eram o cabo Marcelo Ferreira Miranda e a segundo-sargento Kátia de Assis Guimarães, que investigavam Othon por ordem do Centro de Inteligência da Marinha.
Na mesma época, o oficial esteve na mira do serviço secreto americano. Morava no apartamento 191 de um prédio no bairro dos Jardins. Logo abaixo, no número 181, vivia Ray H. Allard, oficialmente um agente de informações do consulado dos Estados Unidos na cidade. Relatório confidencial da Marinha diz que Allard desocupou o imóvel em 26 de julho de 1994. "Seu retorno pode ter objetivo de eliminar provas do constrangimento que causou" a Othon, diz o documento.
Havia intrigas demais na caserna, e o vice-almirante acabou retirado de cena. Ganhou do presidente Itamar Franco a Grã Cruz da Ordem do Mérito Científico Nacional e foi mandado para casa pelo ministro da Marinha, Ivan Serpa. Na reserva a contragosto, escondeu centenas de documentos, entre os quais contratos, detalhamento de despesas e planilha na qual contabiliza ter gasto US$ 668 milhões no período em que liderou o programa nuclear.
Revoltado com o expurgo revestido de homenagem, prestou concurso para retornar à Comissão Nacional de Energia Nuclear. Tirou primeiro lugar, mas jamais foi nomeado. Othon só voltaria a ter destaque no programa nuclear brasileiro com o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir a Eletronuclear em 2005. Hoje cumpre pena em uma base da Marinha em Duque de Caxias.

Othon apresenta currículo respeitável
Formação acadêmica
— 1960 — Oficial de Marinha do Corpo da Armada
— 1966 — Engenharia Naval. Cursou simultaneamente as especialidades de Arquitetura Naval e Máquinas
— 1978 — Mestrado em Engenharia Mecânica pelo MIT

Atuação profissional
— Atingiu o posto de vice-almirante no corpo de engenheiros e técnicos navais, o mais alto posto da carreira naval para oficiais engenheiros.
— Fundador e responsável pelo programa de desenvolvimento do ciclo do combustível nuclear e da propulsão nuclear para submarinos de 1979 a 1994.
— Autor do projeto de concepção de ultracentrífugas para enriquecimento de urânio.
— De 1982 a 1984 foi diretor de pesquisas de reatores do Ipen.
— Autor do projeto de concepção da instalação de propulsão nuclear para submarinos brasileiros e do reator de teste, protótipo de terra dessa instalação.
— Coordenador de projeto e desenvolvimento dos laboratórios de grande porte, necessários à validação experimental de equipamentos e componentes do sistema de propulsão nuclear para submarinos, assim como projeto e desenvolvimento desses equipamentos e componentes e sua fabricação na indústria brasileira.
— Diretor-presidente da Eletrobras Eletronuclear.
ZERO HORA/montedo.com

31 comentários:

Anônimo disse...

Sinceramente, pelos serviços prestados ao país, deveria receber indulto. O ganho que o país teve foi muito maior do que ele se apropriou. Os EUA no fim da 2GM, levou para os EUA vários oficiais nazistas para o desenvolvimento do que é a NASA hoje, e concedeu-lhes perdão. Nesse país, todos os políticos roubaram, alguns deram sorte e nunca foram pegos. Só para citar em exemplo: Orestes Quércia, foi senador e governador por SP, nunca trabalhou na vida, foi eleito vereador com 18 anos e não parou mais, quando morreu tinha uma fortuna de mais de 117 milhões de reais.

Nuclear disse...

Sua queda veio em razão de sua maior característica: a arrogância. Diga-me com quem andas...

Anônimo disse...

Ladrão é ladrão. E lugar de ladrão é na cadeia.

Anônimo disse...

Se fosse juldago no stm...ficaria provado que a culpa era de algum Praça veio...e seria inocentado, mas com moro isso não cola!

Marcelo Carvalho disse...

Resolveu compartilhar o farelo com os porcos bolivarianos e acabou de joelhos com a cara enfiada na gamela...

Anônimo disse...

Seguindo o raciocínio comum, Hitler,medalha da Cruz de Ferro na primeira guerra mundial, promoveu a industria alemã, refez acordos prejudiciais em demasiado do Tratado de Versalhes,retomou antigos territórios e reestruturou a industria bélica alemã,até certo momento, foi político respeitado por grandes lideres mundiais que, inclusive com ele fizeram tratados, mas, do seu intimo, algo emergiu, o instinto assassino, cruel, e todos os adjetivos mais odiosos e degradantes que um ser humano possa ter. Responsável pela destruição e separação da Alemanha. Vamos absolve-lo amigos, como gratidão pelo que ele fez de positivo no passado.

Anônimo disse...

Agora quero ver se existe corporativismo entre os Oficiais Generais do STM, esse teve a pena em mais de 40 anos, tem que perder a PATENTE não é digno de permanecer como Oficial General. E aí STM vão cassar a patente desse Oficial?

Anônimo disse...

Se tivessé pegado malas com 2 milhões por mês, estava solto

Anônimo disse...

Parece mais com filme de espionagem. O personagem é desprestigiado e retirado a contragosto do programa e se vinga depois. Mas, se a Marinha já tinha uma desconfiança, algo diferente ele demonstrou na época. Muito poder e visibilidade para uma só pessoa e numa área tão sensível como a nuclear, causa atritos dentro de qualquer instituição. Ele deve continuar sendo um "alvo" prioritário para muitos estrangeiros interessados no conhecimento e informações secretas que possui.Como ele se deixou corromper? Índole? O poder de persuasão do dinheiro fácil? Ao participar de tantos governos e, talvez, constatar a facilidade de desvios do dinheiro público junto às poderosas empreiteiras, inclusive envolvendo até presidentes, e a quase certeza de que nunca seria pego por se tratar de alta autoridade e com "proteção" de outras, esqueceu de que a Lei está acima de todos.

Anônimo disse...

E quando será julgado quanto a dignidade para o posto pelo STM?

Rubens Cândido disse...

Como sempre, recebeu punição exemplar pelo simples fato de ser Militar. Eis aí um motivo para se orgulhar de ser um...

Anônimo disse...

Perdoar um ladrão desses? Esse cara ganhou muita $$$

Merece ser preso, não justifica.

Anônimo disse...

Por isso que este país nunca será um país serio. O cidadao comete crime e aparece alguem defendendo seu indulto pelos servicos prestados ao pais! Que etica e essa?
Ou se e honesto ou desonesto, nao existe a situacao de honesto pela metade ou desonesto absolvido porque paralelo ai crime ele fez algo pelo pais!
A se levar por esse lado teremos que pedi perdao a todos os parlamentares bandidos, pois roubam fazendo leis que beneficiam o pais.

Sinceramente, o pais hoje mergulhou num mar de imoralidade geral.

Anônimo disse...

O Brasil é o país que ferra com o próprio desenvolvimento prendendo o pai do programa nuclear nacional. Depois quer ser país de primeiro mundo sem ter autonomia.... Parabéns república das bananas! Quintal dos americanos!

Anônimo disse...

O problema do brasileiro é ser corrupto em demasia. Um grande "crânio" de fazer inveja, porém corrupto.

Anônimo disse...

Este foi o post mais interessante que li no BLog. Eu entendi que já eramos para ser uma potência mundial, mas infelizmente quando chegamos perto disto outras forças agrm contra. Para reflexão: será que toda esta cortina de corrupação doméstica não foi aberta somente para atrapalhar o programa energético mais cobiçado do mundo?

keko marques disse...

E qdo vai perder a patente?

Anonimo disse...

Lamentável

ALMANAKUT BRASIL disse...

Crime Institucionalizado mata Lava Jato - 01/06/2017

“As instituições brasileiras realmente funcionam normalmente” (para garantir a injustiça, a impunidade e o Crime Organizado de modo institucionalizado).

http://www.alertatotal.net/2017/07/crime-institucionalizado-mata-lava-jato.html

Titãs - Vossa Excelência

Jacsonschw

https://www.youtube.com/watch?v=cOS1Sef-GH4

Luiz disse...

Pena em dobro. Sua condição de militar lhe impunha o cumprimento de um código de conduta incompatível com a sua situação, com essa roubalheira. Jurou defender a nação com o sacrifício da própria vida e não foi o que fez. Deveria dar exemplo, positivo, de conduta, de correção moral. Nenhum dos presidentes militares passou por isso, nenhum deles em nenhuma fase de nossa história viu-se acumulando patrimônio incompatível com o seu salário. Para ele não pode ser diferente.

Luiz disse...

Merece pena em dobro. Jurou defender a Nação com o sacrifício da própria vida e não foi o que fez. Por ser militar, deveria adotar padrão de conduta moral segundo os regulamentos e não o fez. Nenhum dos presidentes militares passou por situação semelhante de enriquecer pelas vantagens do cargo. Não merece perdão. Merece pagar por ter traído o juramento feito.

Anônimo disse...

Não relativizem as coisas, isso é coisa de esquerdista. Bandido não é vítima da sociedade.

No Japão, quando uma autoridade comete um erro, ainda que culposamente, desculpa-se publicamente e não raramente comete harakiri para limpar o nome da família. Quanto mais alta a posição da autoridade, maior a punição. É um país que prega o exemplo.

No Brasil, quando uma "otoridade" comete um erro, ainda que dolosamente, nega até a morte. Se condenado, adoece e vai para prisão domiciliar. Cometer harakiri? Mais fácil mandar matar algumas testemunhas. Quanto mais alta a posição da "otoridade", maior a chance de escapar da punição. É um país que prega o embuste.

Penso que quando oficial fosse pego cometendo qualquer ilícito deveria ser automaticamente rebaixado à praça para ter um tratamento "justo e isonômico" pela justiça militar.


Anônimo disse...

Entendi! Você é adepto do "Roubo mas faço"! E você com esta "linha de raciocínio "é o mesmo cara que fica indignado com a corrupção generalizada no Brasil!

Anônimo disse...

"No quarto, os agentes apreenderam seis armas: uma pistola .40 e um revólver calibre 38, em nome do militar, além de um revólver Colt 357, um pistola Glock 9 mm, um Taurus 38 e uma pistola Bayard calibre 6.35, todas sem registro."
Pelo amor de Deus...oficial general com 4 armas frias no apartamento?! Ainda aparece nego querendo aliviar por que o cara foi o "pai do programa nuclear" e não sei o que...show de bola - é bem assim mesmo nessa república de bananas. Faço uma coisa que é aceitável moralmente pela sociedade para após isso violar outras leis da Constituição. Aí é só usar uma como contrapeso da outra. Parabéns, seguiu bem certinho a cartilha do PT e derivados esquerdopatas que pensam e agem dessa forma! Ainda tem elemento que pergunta o porquê que não somos uma nação desenvolvida!

Anônimo disse...

Boa....

rogerio siqueira disse...

Ele foi usado e por sua competência, inteligência e aplicação à missão dada e cumprida, foi penalizado como parte mais frágil de toda uma articulação para o crescimento da nação no que diz respeito ao assunto em tese.
Como alguém disse num comentário a cima, muito político corrupto que está cheio da grana e que nunca trabalhou na vida, nunca foi e nem será preso.
Lembrando que não estou aqui dizendo que um erro justifica o outro.
Quem errou deve pagar, independente de patente ou posição social, autoridade ou não.

Anônimo disse...

É luiz não seja hipócrita, vamos puxar sua borrachuda toda, será que sua vida pregressa não tem mácula? Você atirou a primeira pedra!

Anônimo disse...

Indulto ou Perdão?
Nenhum dos dois amiguinho.
Esse tipo de gente merece pena capital prevista no cpm...
Lamento que não estamos em guerra, nem nunca estaremos, pois gente que pensa como você fomenta essa pilantragem fardada.

Anônimo disse...

Negócio é desviar sem compartilhar com bolivarianos, né sabichão?
Vc deve ser um daqueles que come urubu, arrota caviar...lê meia hora e já se acha um imortal da ABL...

Anônimo disse...

A maioria dos homens usam o poder ou status para enriquecer de forma não honrada ou se beneficiar ou oprimir os subordinados ou mais fracos. Não são de forma alguma tementes a Deus e ao julgamento final dos seus péssimos atos. Uma pena.

Anônimo disse...

Ele teve uma trajetória belíssima...até o dia que vendeu sua alma ao Grande Molusco.

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